Rafael Bokor: Edifício Léa, em Botafogo, uma joia dos anos 1930
Um prédio que parece ter parado no tempo — mas só para lembrar o quanto o Rio já foi puro charme
Em meados da década de 1930, o estilo art déco estava no auge, influenciando centenas de projetos arquitetônicos no Rio de Janeiro. O Edifício Léa é um dos exemplares mais importantes desse estilo em Botafogo.
Localizado na Rua Eduardo Guinle, nº 6, esquina com a Rua São Clemente e a poucos metros da Casa Firjan, o prédio de seis andares chama a atenção pela volumetria da fachada — originalmente revestida em pó de pedra — e, principalmente, pelos mármores importados que decoram o suntuoso hall de entrada. O enorme portão de ferro é outro destaque da construção.
O edifício foi construído em um terreno pertencente à família Burle de Figueiredo e recebeu o nome Léa em homenagem à esposa do construtor. Inicialmente, o prédio pertencia à mesma família, mas, com o passar dos anos, as 20 unidades e as duas lojas do térreo passaram a ter proprietários distintos.
Os apartamentos, de 2 e 3 quartos, variam entre 90 e 110 m². No passado, todos possuíam varandas abertas — hoje, apenas duas permanecem no formato original.
O Cristo Redentor pode ser visto de algumas janelas e do terraço de uso comum dos moradores. Nesse espaço, com churrasqueira, banheiro, mesas e cadeiras, acontecem pequenas comemorações e encontros.
Uma unidade em andar alto do Léa está à venda com a corretora Juliana Malafaia (@julianamalafaia) por R$ 950 mil. O apartamento possui 96 m², distribuídos em 3 quartos, 2 banheiros, varanda, dependências e piso de madeira canela, com tacos claros e escuros alternados.
O condomínio custa R$ 475, e o IPTU anual, R$ 3.200. O prédio conta com um elevador e não possui garagem (informações no WhatsApp 99856-7837).





