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Lu Lacerda

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Jornalista apaixonada pelo Rio

Teatro, por Claudia Chaves: “Simplesmente eu, Clarice Lispector”

A peça tem como proposta apresentar as emoções da interioridade

Por lu.lacerda
28 mar 2025, 09h00
Simplismente eu, ClariceLispector_BethGoulart04_Credito_Fabian
 (Fabian/Divulgação)
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Existem escritores que dominam o imaginário. Seus livros como presente são considerados como receber um privilégio. A maior escritora brasileira dominou a cena de nossa literatura, escrevendo contos, crônicas, romances,  livros infantis, fazendo programas de rádio. A peça sobre Clarice Lispector, em cartaz no Teatro Prio, “Simplesmente eu, Clarice Lispector”, tem como proposta apresentar as emoções da interioridade.

Simplismente eu, ClariceLispector_BethGoulart05_Credito_Fabian (1)
(Fabian/Divulgação)

Estrelada por Beth Goulart,  que também assina o roteiro e a adaptação, a peça mescla trechos de entrevistas, depoimentos e correspondências da autora, além de fragmentos de suas obras, como “Perto do Coração Selvagem” e “Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres”. A interpretação pode, em um primeiro e distraído olhar, parecer mimética. No entanto, Beth, apesar do leve e marcante sotaque, do cigarro constantemente em sua mão, tem uma atuação eficiente que está representando o personagem Clarice.

Simplismente eu, ClariceLispector_BethGoulart02_Credito_Fabian
(Fabian/Divulgação)

O figurino  é de uma lindeza, de uma propriedade que emerge como uma volta ao discreto luxo dos anos 50’s, criado por Beth Filipecki e Rosana Eichner,  é um verdadeiro objeto de significação. A caracterização da personagem com o visagismo de Westerley Dornellas compõe a cena com a construção visual do personagem.

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Simplesmente Eu - Clarice Lispector Foto A
(Fabian/Divulgação)

A direção de Amir Haddad constrói grandes momentos na direção de mulheres. Amir se aproxima, de forma poética, intimista, o que  deixa claro a grande atitude da personagem: filosófica, intimista, tímida. Amir Haddad, com o seu estilo teatral inovador e que sempre valoriza a relação direta entre ator e público, trouxe à montagem uma atmosfera que evoca a essência da escrita de Clarice, com monólogos carregados de emoção e profundidade. Como a literatura de Clarice, Amir faz tudo sem exageros, com a discrição enchendo o palco, o que aproxima os espectadores da essência de Clarice.

A peça é uma porta de entrada que nos leva desde dos labirintos até as janelas de quem é Clarice. São os artistas envolvidos no projeto Beth e Amir que nos fazem ver o espetáculo e sair com a alma em festa, depois de ver essa homenagem das melhores.

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Serviço:

Teatro PRIO, no Jockey, até 27 de abril, de quinta a sábado, às 20h, e  domingos, às 19h

Claudia Chaves
(Arquivo/Arquivo pessoal)
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