Para sócia do Alma Rio está na hora dos camarotes se reinventarem
Alessandra Pirotelli tem mais de 10 anos de Sapucaí e há dois anos está a frente do novo espaço
O carnaval 2026 chega ao fim com um saldo negativo na Sapucaí. Reclamações sobre alguns camarotes se tornaram ainda mais frequentes e o modelo de negócios que vendia conforto parece, em alguns casos, não fazer mais sentido.
Sócia do Alma Rio, que chegou ao segundo ano, Alessandra Pirotelli usa sua experiência de mais de 10 anos, com passagens pelo Camarote Rio e Nosso Camarote, para alertar que é momento do mercado repensar o que está sendo oferecido.
“Sou da época em que sobravam espaços na Liesa para serem vendidos. O que acontece é que hoje os camarotes estão ficando muito iguais, primando pela quantidade não pela qualidade”, destaca.
A produtora alerta é que é preciso voltar o olhar para a experiência do público antes que os espaços se tornem insustentáveis: “Cada camarote tem que repensar o seu público e a sua entrega. Superlotação é inaceitável. É muito difícil para um convidado achar que ele pagou caro e encontrar algo que não consegue consumir”.
Pirotelli já havia detectado esse movimento descendente na qualidade e por isso na sua nova empreitada trouxe um conceito atento a cada detalhe. A diferença já começa no credenciamento, quando não há filas e o cliente é atendido por concierges e aguarda com conforto para customizar o abadá em agendamento por aplicativo.
“É um luxo silencioso e não opulente. Percebi que um público já não tinha mais espaço na Avenida e abracei com atenção e exclusividade. Cada um quer se sentir único”, explica.
Ela acredita que esse seja o segredo do sucesso para a longevidade, além da busca por sempre trazer novidades e fazendo melhorias. “A fórmula que deu certo um não não necessariamente dará no seguinte”, finaliza.







