Como os promoters montam a lista de convidados dos camarotes na Sapucaí
Alta demanda e espaço limitado exigem um trabalho cuidadoso, mas profissionais indicam o que é preciso para ganhar convite e como respondem as negativas
Espaços mais disputados para curtir o desfile das Escolas de Samba, os camarotes na Sapucaí são objeto de desejo de muita gente, ainda mais se for como convidado. Mas entrar na seleta lista dos promoters não é tarefa simples.
Procurados por VEJA RIO para contar o que é preciso pra conseguir o acesso, quatro responsáveis por convites concordam que ser ligado ao universo do samba e conversar com a proposta dos espaços VIPs é fundamental.
“Tem um trabalho de estratégia, entendimento e mapeamento das pessoas que conversam com o evento, explica Ju Ferraz do Camarote Nº1. Para ela é preciso que a pessoa ame, celebre e seja conectada com a festa.
Outra preocupação é trazer uma lista cada vez mais diversa. “Busco sempre convidar com este propósito, está no DNA do Folia”, destaca Leo Marçal que há 14 anos assina a lista do Folia Tropical, um dos mais tradicionais camarotes da Sapucaí. Ele ainda conta que tenta não repetir nomes para conseguir atender mais pedidos.
A quantidade de solicitações por convites é um dos grandes desafios do trabalhos dos profissionais. Para Alan Victor, que retorna ao Rio Praia após um ano sabático, esta é a parte mais complicada: “A demanda por convites é sempre muito maior do que a capacidade do espaço, o que exige organização, critério e transparência”.
Diógenes Queiroz, faz coro e chega a brincar com a situação em suas redes sociais. Responsável pelas listas de alguns dos eventos mais disputados da cidade ao longo do ano, afirma que no Carnaval a procura por um convite para o Camarote Allegria é ainda maior. “Não dá para atender todo mundo. Tento ser respeitoso, explicar quando possível e manter uma relação honesta. Prefiro dizer não com clareza do que prometer algo que não posso cumprir”, afirma.
Fato é que todos sabem da responsabilidade de ter em mãos o trabalho de selecionar os poucos contemplados. Mas lidam com leveza e lembram que não é uma questão de preferência pessoal, mas sim de equilibrar a alta demanda com a lotação dos espaços.







