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Pranchinha para pegar jacaré é nova moda no verão carioca

Acessório com encaixe para a mão aumenta a velocidade do corpo e impulsiona as manobras na água

Por Carla Knoplech
30 jan 2016, 00h00 • Atualizado em 2 jun 2017, 12h15
Pranchinha
Pranchinha (Ricardo Stratievsky/)
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  • No início da década de 70, na Praia de Copacabana, a atividade começou a ganhar adeptos por aqui. Sem prancha, os pioneiros do jacaré brincavam de descer as ondas usando o próprio corpo. O termo, inclusive, teria sido cunhado pelos militares do Forte que ficavam observando os praticantes à espera das séries, só com a cabeça para fora d’água, na mesma posição do animal. Também conhecida como surfe de peito, a modalidade presente em toda a orla do Rio virou esporte, ganhou campeonatos, programa na TV e conta agora com um novo apetrecho para impulsionar as manobras. Trata-se de uma pranchinha com encaixe para a mão, chamada de handplane, que caiu no gosto dos aventureiros dispostos a dividir o outside (como os iniciados definem a faixa além da arrebentação) com pranchas de surfe e stand-­up pad­dle. “Achei que ela não faria muita diferença, mas, depois que passei a usá-la, senti uma evolução absurda, porque você ganha velocidade e consegue ficar mais tempo na onda”, diz o fisioterapeuta Pedro Guilhon, de 28 anos. “Também funciona como um leme, permite direcionar o corpo com facilidade, aumentando as chances de executar uma manobra”, acrescenta o morador do Leblon, fã do jacaré desde a adolescência.

    Infográfico
    Infográfico ()

    Para os puristas, a tal pranchinha nada mais é do que uma versão moderna das sandálias de plástico e raquetes de frescobol, utilizadas para o mesmo fim, no Arpoador e no Píer de Ipanema. Uma frescura, diriam. De fato, o propósito é o mesmo. As handplanes, porém, são fabricadas em formatos e com materiais próprios, como a madeira de pinho e a fibra de carbono, usados para impulsionar a performance do esportista durante a atividade. “O produto está saindo sem parar. Desde novembro, fazemos reposições semanais. Acho que o carioca gosta de uma novidade, e a pranchinha, além de tudo, é prática, porque é transportada com muita facilidade”, explica Lauro Wöllner, sócio e diretor criativo da marca que leva seu sobrenome. Ao que tudo indica, o carioca entrou mesmo de peito aberto nessa onda. ■

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