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5 obras para ver em… Arte Subdesenvolvida, no CCBB

Mostra reúne mais de 130 trabalhos assinados por grandes nomes da arte contemporânea brasileira entre 1930 e 1980, como Candido Portinari e Abdias Nascimento

Por Kamille Viola
22 fev 2025, 06h01 •
O Pão Nosso de Cada Dia (1978)
Anna Bella Geiger: obra O Pão Nosso de Cada Dia (1978) está na mostra (ARTEINFORMADO ESPACIO IBEROAMERICANO DEL ARTE/Divulgação)
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  • A obra O Pão Nosso de Cada Dia (1978), de Anna Bella Geiger, sugere temas como a proximidade entre o Brasil e o restante da América Latina em questões como a fome, a pobreza, a dependência econômica e a exploração pelos chamados países desenvolvidos.

    Menina Ajoelhada (1945)
    Candido Portinari: Menina Ajoelhada (1945) é uma das obras do artista presentes na exposição (DIEGO BRESANI/Paulo Darzé Galeria/Divulgação)

    As duas obras de Candido Portinari (1903-1962) presentes na exposição, Menina Ajoelhada (1945) e Enterro (1940), oferecem uma visão profunda sobre a realidade social e cultural do Brasil na época, mostrando o desespero, morte ou fuga de um território marcado pela falta de quase tudo.

    + Mostra sobre o Cerrado ocupa Centro Cultural Justiça Federal

    Seja Marginal Seja Herói (1968)
    Hélio Oiticica: emblemática bandeira Seja Marginal Seja Herói (1968) integra a exposição (Iara Venanzi/Divulgação)
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    A bandeira-poema Seja Marginal Seja Herói (1968), de Hélio Oiticica, ficou marcada por ter decorado o palco da boate Sucata, no Rio, no show que Caetano Veloso e Gilberto Gil fizeram na noite em que foram presos. A frase se tornou um símbolo da resistência à ditadura militar no Brasil.

    Exu Trifacético (1968)
    Abdias Nascimento (1914-2011): artista traz os orixás em obras como Exu Trifacético (1968) (DIEGO BRESANI/Museu de Arte Negra Ipeafro/Divulgação)

    Artista multifacetado e um dos grandes nomes do pensamento negro no país, Abdias Nascimento (1914-2011) trazia em sua pintura os orixás, os pontos riscados e outras escritas gráficas ancestrais, como os adinkra, buscando reconectar o negro com suas origens, como na obra Exu Trifacético (1968).

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    O Brasil É Meu Abismo (1982)
    Daniel Santiago: foto da performance O Brasil É Meu Abismo (1982) está em cartaz no CCBB (MAR/Divulgação)

    A fotografia retrata a emblemática performance O Brasil É Meu Abismo (1982), de Daniel Santiago. Na ocasião, ele ficava pendurado de cabeça para baixo, preso pelo tornozelo e segurando um cartaz com a frase-título, verso do poema Aquarelas do Brasil, de Jomard Muniz de Britto. Como Santiago rodopiava no ar, o público precisava se mover para ler.

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    CCBB. Rua Primeiro de Março, 66, Centro. Qua. a seg., 9h/20h. Grátis. Até 5 de maio.

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