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Projeto do MAM Rio chama a atenção para a construção de patrimônio

Programação do Legados Vivos é composta por debates on-line, exposição no museu a partir de setembro e mostra de filmes

Por Marcela Capobianco
28 jul 2021, 14h31 • Atualizado em 28 jul 2021, 18h17
Fachada do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro ao pôr do sol
MAM Rio: parceria com instituições maranhense e baiana em projeto sobre patrimônio material e imaterial (Fabio Souza/Divulgação)
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  • Atento às discussões mais atuais no campo da curadoria artística, o Museu de Arte Moderna do Rio inaugura, esta semana, o projeto Legados Vivos, de construção de patrimônio e desenvolvimento de culturas material e imaterial.

    A programação compreende um ciclo de conversas públicas, transmitidos via internet, uma exposição, uma publicação e mostra de cinema pela plataforma on-line Vimeo.

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    Batizados de Cenas da Cultura Imaterial, os debates vão acontecer mensalmente, até outubro. As conversas serão realizadas em parceria com o Centro Cultural Vale Maranhão, de São Luís, e vão se debruçar sobre canto, ritmo, instrumento e indumentária em formas de expressão pertencentes a tradições e contextos regionais, racializados e periféricos.

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    De acordo com Fabio Szwarcwald, diretor executivo do museu carioca, a parceria inédita entre o MAM Rio e a instituição maranhense revitaliza o patrimônio imaterial e acervos de outras geografias, através de uma importante plataforma de reflexão sobre múltiplos saberes, que desenvolve projetos educativos e de formação.

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    Os encontros virtuais vão contar com as participações de Mãe Celina de Xangô, yalorixá e presidente do Centro Cultural Pequena África, Nadir Cruz, presidente do Boi da Floresta, Haroldo Costa, sambista e escritor, Lauande Aires, ator e pesquisador do Boi-bumbá, Ubiratã Trindade, coordenador do Núcleo Educativo do CCVM, e Keyna Eleison, diretora-artística do MAM Rio.

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    As inscrições podem ser feitas através do site.

    No dia 4 de setembro, o projeto inaugura, no MAM Rio, a exposição A Memória é Uma Invenção, com obras das coleções do museu carioca e do Acervo da Laje, um espaço de memória artística, cultural e de pesquisa sobre o Subúrbio Ferroviário de Salvador, fundado em 2011; e do Museu de Arte Negra e Ipeafro, associação carioca sem fins lucrativos, responsável pela manutenção do legado de Abdias Nascimento.

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