Aisha Jambo encarna Mercedes Baptista no teatro: “Narrativa sem sofrimento”
Sobre a representatividade racial no audiovisual, a atriz acredita que o caminho, agora, deve passar pelo tipo de história
Faz mais de vinte anos que Aisha Jambo integrou o elenco de Malhação, mas até hoje é parada na rua por fãs da novelinha jovem.
“Muitas mulheres negras vêm me dizer como a Naomi foi importante para a construção da autoestima”, revelou.
A atriz está em cartaz no Teatro Correios Léa Garcia com o primeiro monólogo da carreira, Quando Dança Um Baobá, sobre Mercedes Baptista, a primeira bailarina negra do Theatro Municipal.
“É um projeto gestado há uma década. Sou formada em dança e, durante os ensaios, fiz algumas aulas de balé para me preparar. Cheguei a pensar que não daria conta. Foi puxado”, disse a atriz de 40 anos.
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A peça tem supervisão de Zezé Motta. “Nos conhecemos nas gravações do filme Orfeu, de Cacá Diegues, quando eu tinha 12 anos e a admiro desde então. Zezé trouxe um olhar dócil, mostrando possibilidades sem julgamento”, resumiu.
Sobre a representatividade racial no audiovisual, ela acredita que o caminho, agora, deve passar pelas narrativas.
“É ótimo que haja mais diversidade na TV, mas é preciso que as histórias também sejam interessantes, não só de sofrimento”, enlaçou.





