Ana Carolina: “Fico incomodada com a disputa em torno de liberdades fundamentais”
Ela traz a turnê 25 Anas para o Qualistage neste sábado (17), celebrando um quarto de século de carreira
Quando concebeu a turnê 25 Anas, para celebrar um quarto de século de carreira, Ana Carolina quis fugir da ideia de “criar um museu de si mesma.”
“Sigo com muita vontade de fazer música, experimentar e descobrir coisas novas”, diz a cantora e compositora, que se apresenta no Qualistage neste sábado (17).
“Fico arrepiada quando toco os primeiros acordes de uma canção e a plateia começa um coro enorme, cobrindo a minha voz. Ali, entendo que a criação deixou de ser minha e passou a fazer parte da história de outras pessoas”, observa a mineira radicada no Rio, que não precisa de ritual para compor.
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“Uma frase que alguém solta ou uma lembrança que reaparece pode virar uma letra. Gosto de pegar algo comum a todo mundo e tentar encontrar uma maneira muito particular de dizer aquilo.”
E ela não tem nostalgia dos anos 2000.
“A gente convivia com preconceitos completamente naturalizados. O que me preocupa hoje é perceber um conservadorismo muito mais organizado e uma disputa aberta em torno de direitos e liberdades fundamentais”, posiciona-se.






