“A arte sempre segurou minha autoestima”, diz Mano Wladimir
O primogênito de Marisa Monte acaba de inaugurar uma exposição individual em que reverencia o passado para propor novos caminhos
Na infância, Mano Wladimir morria de medo de monstros, mas nutria um certo fascínio por figuras horripilantes.
Quando começou a desenhar, gostava de dar cor às criaturas que lhe tiravam o sono.
Em sua primeira exposição individual de longa duração, na Galeria Lado B, no Centro, as carrancas aparecem com destaque.
“Coloco o interesse pelo grotesco a serviço de uma tradição”, definiu o artista plástico.
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O primogênito de Marisa Monte com o músico Pedro Bernardes, no entanto, reverencia o passado para propor novos caminhos através de seu trabalho.
“Nunca houve uma demanda tão grande por celebrar o que é humano. Quero que a minha arte encante as pessoas”, resumiu o jovem de 23 anos, prestes a se formar em design pela PUC-Rio.
“Sempre soube que seria artista. era ruim de bola e não tinha muito traquejo social. A arte segurava minha autoestima”, contou, acrescentando que os pais sempre o incentivaram.
“Minha mãe me ajudou a produzir a mostra, meu pai montou a trilha sonora, minha irmã fez as planilhas… É tipo uma trupe de circo”, orgulhou-se.





