Uma carioca disputou um ‘The Voice japonês’ — e ela ainda venceu

Elize Fleury derrotou 159 candidatos de 27 países no reality Monomane The World, em que os participantes, estrangeiros, imitam cantores japoneses

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 27 mar 2025, 22h59 - Publicado em 27 mar 2025, 21h56
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Elize Fleury: carioca derrotou 159 competidores de 37 países em reality no japão (./Divulgação)
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Ela venceu uma espécie de ‘The Voice japonês’ — na verdade, o Monomane The World, um reality em que os participantes, estrangeiros, cantam imitando artistas japoneses —, derrotando nada menos que 159 candidatos, de diversas partes do mundo. Aos 24 anos, a cantora, compositora e instrumentista Elize Fleury viveu um sonho em um país que admira desde a adolescência.

Tudo começou quando a produção do programa encontrou dois covers de músicas japonesas dos anos 80 que ela havia gravado para seu canal no YouTube, que tem mais de 75 000 inscritos. Os vídeos começaram a fazer sucesso com o público de fora do Brasil, inclusive na Terra do Sol Nascente.

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“O gênero dessas músicas que eu gravei, o city pop japonês, é muito mais famoso fora do Japão do que dentro. Lá é meio ‘nichado’, ainda mais do que no Brasil, aqui é uma coisa meio nostálgica. Mas começou a ganhar muita proporção, um dos vídeos hoje está com quase dois milhões de acessos“, comemora ela.

No início, ela pensou que se tratava de um golpe, porque recebeu uma mensagem em português. Depois, descobriu que uma pessoa da produção do programa era nipo-brasileira, e topou participar da pré-seleção, de outubro de 2024 a janeiro de 2025, na qual disputou uma das doze vagas do programa com outras 159 pessoas, de 37 países.

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Como a ideia do reality é imitar artistas japoneses, a produção procura o cantor ou cantora que tenha o timbre de voz mais parecido com cada candidato. No caso de Elize, eles pensaram em Izumi Sakai, vocalista da banda Zard, que fez muito sucesso nos anos 90 e 2000, e morreu de forma trágica em 2007, aos 40 anos: ela caiu de uma altura de três metros no hospital em que fazia tratamento contra um câncer.

Passadas as etapas pré-seletivas, os doze candidatos escolhidos foram divididos em três grupos. Todos cantaram na semifinal (quando a brasileira apresentou My Friend) e um de cada grupo foi selecionado para a final. Elize interpretou Makenaide, o maior sucesso de Izumi, e a consagração veio, em 1º de março, em meio à expectativa em torno da disputa do longa Ainda Estou Aqui no Oscar.

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A cantora confessa que até hoje tem certa dificuldade de assimilar tudo que aconteceu com ela. “Porque é tão inusitado, é tão diferente, é tão incrível. Juntei o meu interesse pela cultura japonesa com o meu ofício, que é o canto, e também com essa parte das imitações, porque eu faço várias vozes, estou fazendo curso de dublagem e pretendo trabalhar com isso”, diz.

Ela conta que a vitória no Monomane The World foi a realização de um sonho de uma vida inteira. “Eu chorei em alguns lugares que visitei no Japão e até hoje fico emocionada vendo as fotos, os vídeos da minha performance no programa. Eu olho e penso: ‘Caraca, como é que isso tudo aconteceu?'”, espanta-se.

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A curiosidade em torno do Japão começou ainda na infância, com a imagem estereotipada do país: ninjas, samurais, gueixas, sabedoria, cerejeiras e sushi. Na adolescência, Elize descobriu o universo dos animes e dos mangás, e a paixão pelo lugar só cresceu. “Fui ‘fagocitada’ por isso tudo, porque é um universo muito intenso”, conta.

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Ela foi até estudar japonês, durante três anos. Porém, esses gostos pouco convencionais para a época causaram estranhamento na escola, fazendo com que ela sofresse bullying. “Era 2011, 2012, e os animes e mangás eram muito menos populares do que hoje em dia. Isso acabou me fazendo engavetar todo o meu interesse pela cultura japonesa por vários anos”, lamenta.

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Felizmente, anos mais tarde ela fez as pazes com sua antiga paixão e retomou o contato com esse mundo. “Vi que seria algo bem interessante também, e olha no que deu, né? Quem diria que eu seria convidada para ir para o outro lado do mundo para cantar”, analisa.

O fascínio por música também veio ainda na infância. Elize sempre recebeu estímulo dos pais para se dedicar ao que gostava, então estudou piano clássico, teoria musical, harmonia funcional, canto, violão e guitarra. Logo, começou a criar suas próprias canções.

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“Componho desde pequena, inclusive minha primeira composição foi em japonês. Já compus muito em inglês também, hoje é bastante misturado com português, porque eu tenho muito essa conexão com línguas”, explica a carioca.

Em 2018, ela criou seu canal no YouTube, onde também aparece interpretando músicas em francês e em espanhol. Elize ainda não postou vídeos cantando suas próprias criações, mas promete fazer isso a partir do fim deste ano. “Mais de 120 000 faixas são publicadas nas plataformas de streaming todo dia, então tem que ser feito com cautela”, pondera ela.

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