Cariocas do Ano: Alexandre Bianchini vence na categoria meio ambiente

A Praia do Flamengo, agora apinhada de banhistas, atesta a despoluição da Baía de Guanabara, capitaneada pelo engenheiro

Por Kamille Viola 19 dez 2025, 06h24 | Atualizado em 19 dez 2025, 10h26
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Alexandre Bianchini: a reforma da rede de saneamento da Maré é grande objetivo da companhia (Dani Dacorso/Divulgação)
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Há mais de três décadas trabalhando na área de saneamento, Alexandre Bianchini lamentava chegar à reta final da carreira sem deixar uma marca no universo, como gostava de dizer Steve Jobs (1955-2011), o fundador da Apple. Até que, em 2021, ele se tornou presidente da Águas do Rio, concessionária responsável pelo saneamento básico em 124 bairros da capital e 27 municípios fluminenses. Um dos principais projetos da empresa era para lá de desafiante: a despoluição da Baía de Guanabara. “Essa recuperação deixa uma marca no planeta”, orgulha-se o engenheiro civil de 58 anos, nascido em Niterói.

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No ano passado, ele foi promovido a vice-presidente da Aegea Saneamento, detentora da Águas do Rio. O processo de limpeza da baía foi iniciado em 2022, e o resultado vem se tornando mais visível a cada fim de semana em que as praias do Flamengo e da Glória aparecem lotadas. Desde então, 3 000 toneladas de lixo foram removidas do interceptor oceânico — túnel de 5,5 metros de diâmetro que vai do Aeroporto Santos Dumont ao Posto 5, em Copacabana. Além disso, coletores de tempo seco, que desviam o esgoto despejado irregularmente nas galerias de água da chuva para estações de tratamento, impedem que 127 milhões de litros de dejetos cheguem ao mar a cada dia. “O carioca vivia de costas para a baía, mas isso mudou”, garante.

A Águas do Rio também responde pela despoluição da Lagoa Rodrigo de Freitas, outro belo cartão-postal, e lançou no ano passado um edital em parceria com o BNDES, a Secretaria de Estado do Ambiente e Sustentabilidade e o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio) para a seleção de projetos de reflorestamento com espécies nativas em aproximadamente 1 000 hectares da Mata Atlântica. Bianchini também orgulha-se do fato de que 60% dos funcionários da concessionária sejam moradores de favelas. Hoje, um dos grandes objetivos da companhia é a reforma da rede de saneamento da Maré. “Quando for concluído, a Baía de Guanabara vai deixar de receber 1,3 bilhão de litros de esgoto”, calcula. Vivendo na capital do Rio desde que começou na Aegea, em 2018, Bianchini é casado, tem quatro filhos e gosta de ir à praia e torcer pelo Fluminense no Maracanã. A feira da Glória e bares da Zona Norte, como o Cachambeer e o Velho Adonis, também estão na lista de programas em família. “Não tem como eu não me sentir carioca”, diz, feliz de trabalhar por uma cidade melhor.

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CARIOCAS DO ANO 2025 é uma realização de VEJA RIO com patrocínio de Light e Alerj, apoio institucional do Governo do Estado do Rio de Janeiro e parceria de Salton e Castas Importadora.

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