Caso Oliver Tree: o que diz relatório preliminar do Cenipa sobre acidente
Uma das principais descobertas foi o uso das mesmas Rotas Especiais de Helicópteros, corredores aéreos que organizam o tráfego de aeronaves desse tipo
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) divulgou o reporte preliminar sobre a colisão entre dois helicópteros no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste, em 14 de junho.
Seis pessoas a bordo, entre elas o cantor norte-americano Oliver Tree, morreram no acidente, ainda sob investigação, que envolveu um Bell 206B, de matrícula PP-MAC, e um AS350 B2 “Esquilo”, de matrícula PR-DJJ.
De acordo com o Cenipa, o objetivo do reporte é compartilhar o andamento da investigação, enquanto o relatório final, ainda em elaboração, vai indicar fatores que contribuíram para o acidente.
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Uma das principais informações divulgadas foi a de que as aeronaves voavam pelas mesmas Rotas Especiais de Helicópteros (REHs), corredores que organizam o intenso tráfego de aeronaves desse tipo.
Além disso, os planos de voo previam o uso das rotas Praia e Grota, inclusive em altitudes compatíveis. A colisão aconteceu entre os pontos conhecidos como “Tachas” e “Piabas”.
O Cenipa também confirmou que, durante esse tipo de operação, pilotos realizam a chamada autocoordenação, na qual informam suas posições uns aos outros por rádio, ao utilizar uma frequência específica, sem acompanhamento direto do controle de tráfego aeéreo.
Embora as aeronaves não fossem equipadas com caixas-pretas (gravadores de voz e de dados de voo), investigadores recuperam informações de um GPS portátil, a bordo no PR-DJJ.
O equipamento armazena dados como posição, velocidade, altitude e direção do voo, além de permitir a reconstrução da trajetória do helicóptero até instantes antes da colisão.
A instalação dos gravadores de voo não é obrigatória para essas aeronaves. O PP-MAC não possuía nenhum equipamento capaz de registrar esse tipo de informação.
O helicóptero também não foi detectado por radares do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro durante todo o voo.
O PR-DJJ, no entanto, teve parte da trajetória registrada pelos radares até poucos instantes antes do acidente.
Registros do GPS mostram que, pouco antes da colisão, o PR-DJJ voava a cerca de 125 nós (aproximadamente 230 km/h) e a 800 pés de altitude, cerca de 240 metros.
Ainda segundo o reporte, condições meteorológicas eram favoráveis para o voo visual e a visibilidade ultrapassava 10 quilômetros, sem impedimentos para a operação das aeronaves.
Câmeras de segurança também registraram o momento da colisão. As imagens fazem parte do material analisado pelos investigadores.
Por fim, o Cenipa reforça que nenhuma hipótese foi descartada até o momento e os trabalhos seguem com análises dos aspectos operacionais, humanos, de aeronavegabilidade e do controle do espaço aéreo.
Só depois da investigação ser concluída, o relatório final será divulgado, com os fatores contribuintes para o acidente.





