“Nossa cultura é forte, não precisa reagir a nada”, acredita Jorge Drexler
O músico uruguaio não gosta do termo "resistência" ao refletir sobre a América Latina - que ele prefere chamar de Iberoamericana
Ao ver que Shakira cantou O Que É, O Que É com Maria Bethânia no megashow na Praia de Copacabana, Jorge Drexler ficou arrepiado e mandou uma mensagem parabenizando a amiga colombiana.
Coincidentemente, o uruguaio tinha acabado de lançar uma versão em espanhol do clássico de Gonzaguinha (1945-1991) no disco Taracá, que será apresentado aos cariocas na próxima quarta (27), em show no Circo Voador.
“Nas ruas de Praga e Amsterdã é comum ouvir reggaeton, por exemplo. A música urbana iberoamericana vem atingindo algo que nem a literatura conseguiu”, observou Drexler, que mora há três décadas na Espanha, mas vem se reconectando com o país natal.
“Meus pais faleceram há pouco tempo e senti a necessidade de passar mais tempo em Montevidéu”, contou o músico, que trouxe a sonoridade do candombe, manifestação artística afro-uruguaia, para o novo disco e o show, mas não encara a escolha como ‘resistência’ aos padrões eurocêntricos.
“Prefiro a proatividade. Nossa cultura é forte, não precisa reagir a nada”, explicou. No Rio, ele promete não perder uma roda de samba.





