“Eu era totalmente leiga”, diz Giovanna Nader sobre riscos dos agrotóxicos

Em conversa com a VEJA Rio, atriz e ativista falou sobre a produção do podcast 'O Veneno Mora ao Lado', que aborda o perigo dessas substâncias

Por Luiza_Maia Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 15 jul 2022, 08h00
“Eu era totalmente leiga”, diz Giovanna Nader sobre riscos dos agrotóxicos Priorizar nos meus resultados Google
Giovanna Nader
(Marcinha Lima/Divulgação)

O assunto não é fácil de digerir. Trazendo verdades amargas, mas urgentes, sobre o uso dos agrotóxicos, o podcast ‘O Veneno Mora ao Lado’ pode estragar uma refeição. O programa, que chegou ao sexto lugar entre os mais ouvidos do Spotify, é narrado por Giovanna Nader, que falou a VEJA RIO dias antes de dar à luz a segunda filha — ela também é mãe de Marieta, 4 anos, fruto do casamento com o humorista Gregorio Duvivier.

Quando o agro é pop? Quando é agroecológico. Todas essas características que vêm com o agro tradicional, como os latifúndios, a monocultura, o desmatamento, o trabalho escravo, nada disso é pop.

Como foi a experiência durante a gravação do podcast? Entrevistamos mais de 25 organizações e pessoas que atuam nessa causa. Foi marcante a viagem a Campina Grande, na Paraíba, onde há muitas fazendas monocultoras e também uma resistência muito forte de mulheres agroecológicas. Falamos também com uma mulher que teve o diagnóstico de câncer confirmado por causa de agrotóxico.

Continua após a publicidade

O que mais a impactou? Eu era totalmente leiga, a ponto de achar que se eu descascasse a cebola duas vezes eu estaria me protegendo das substâncias tóxicas. Não sabia que uma em cada quatro cidades do Brasil tem água contaminada. E a maior descoberta foi que, sem o agrotóxico, cai monocultura, latifúndio, diminui drasticamente o desmatamento… Porque ele é um pilar desses problemas.

Tem vontade de fazer uma segunda temporada? Sim, nesse caso nossa ideia é falar de soluções, já que focamos nos problemas na primeira. Seria muito informativo e interessante mostrar pessoas que possuem sabedorias ancestrais.

Quando essa consciência alimentar se acentuou? Quando eu virei mãe e entendi que o futuro da minha filha estava comprometido. Naquela época eu parei de consumir alimentos que não fossem agroecológicos. É claro que eu falo de um lugar de privilégio, onde eu tenho o poder de escolha, mas assim eu ajudo uma cadeia que quero ver crescer.

Continua após a publicidade

Como as questões ambientais a afetam como mãe? A pergunta que eu mais escutei na gravidez foi: “Como você tem coragem de engravidar neste mundo?”. Minhas filhas vão viver em uma realidade muito mais hostil, eu sei. Mas, por outro lado, a maternidade é o que me motiva. São muitas as tragédias, mas também vemos uma corrente muito forte de mudanças acontecendo.

Qual o lado bom e ruim da vida materna? É uma função muito cansativa e que exige muita dedicação e altruísmo, mas eu me tornei muito menos egoísta. Ser mãe é uma viagem muito louca de autoconhecimento.

Publicidade

Essa é uma matéria fechada para assinantes.
Se você já é assinante clique aqui para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Domine o fato. Confie na fonte.
15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas

15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

Revista em Casa + Digital Completo
Impressa + Digital
Revista em Casa + Digital Completo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique.
Assinando Veja você recebe semanalmente Veja Rio* e tem acesso ilimitado ao site e às edições digitais nos aplicativos de Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Superinteressante, Quatro Rodas, Você SA e Você RH.
*Assinantes da cidade do RJ

A partir de R$ 39,99/mês