O triplo de LED: novo Palco Mundo virou atração por si só no Rock in Rio?

Estrutura recebeu críticas nas redes sociais, mas ganhou elogios de quem acompanhou os shows de dentro da Cidade do Rock

Por Alessandra Carneiro 12 set 2026, 19h23 | Atualizado em 12 set 2026, 19h31
Três homens jovens sorrindo para a câmera em um festival de música, com um palco iluminado e público ao fundo. O da esquerda veste regata preta e óculos de sol na cabeça, o do meio camiseta preta e o da direita camiseta cropped preta, calça jeans clara e faz um sinal de rock and roll com a mão
Palco Mundo: Painel de LED rouba a cena na opinião dos amigos Rafael Santana, 33, Hugo Nicolau, 20, e Kevin Galdino, 28 (Alessandra Carneiro/Veja Rio)
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Se antes os olhos se voltavam ao Palco Mundo principalmente quando o artista entrava em cena, em 2026 a estrutura parece ter virado um espetáculo à parte. Principal novidade visual desta edição do Rock in Rio, o gigante ganhou uma fachada praticamente tomada por painéis de LED de alta definição, capazes de transformar seus 107 metros de largura em uma enorme tela. São cerca de 2 400 metros quadrados de LED, quase três vezes os 830 metros quadrados instalados no palco em 2024 — e praticamente a mesma quantidade que havia espalhada por toda a Cidade do Rock naquela edição.

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O salto não é apenas tecnológico. O Palco Mundo também ficou um pouco maior: passou dos 104 metros de largura e 30 metros de altura, em 2024, para 107 metros de largura nesta edição. A boca de cena tem 24 metros. Além disso, o sistema de som conta com 200 amplificadores de potência. A proposta da nova fachada é permitir que cada artista use a estrutura de maneira própria, transformando cenários, imagens e transmissões ao vivo em parte da experiência do espetáculo.

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A liberdade criativa, porém, provocou uma discussão logo no primeiro dia. Nas redes sociais, espectadores que acompanhavam o festival pela televisão reclamaram que algumas atrações não utilizavam toda a extensão disponível para mostrar os músicos. No show da Nova Twins, por exemplo, a imagem das artistas apareceu concentrada nas laterais, em telas verticais, configuração que rendeu comparações com o “formato de reels”.

Passados os primeiros dias de festival, porém, a percepção de quem assiste às apresentações in loco é bem diferente. Entre frequentadores ouvidos por VEJA RIO na Cidade do Rock, o novo Palco Mundo recebeu uma sequência de elogios — inclusive de veteranos capazes de compará-lo às edições anteriores.

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Maurício Liberato, de 37 anos, é rato de Rock in Rio e, neste ano, esteve no festival nos dias 4 e 5 e voltou neste sábado (12). Para ele, a mudança é evidente. “Deu uma diferença significativa em relação às outras edições. Nos dias 4 e 5 vi algumas falhas no LED, mas nada que atrapalhasse a experiência”, conta.

Carolina Albuquerque, também de 37 anos, esteve na Cidade do Rock no dia 6 e retornou neste sábado (12). Ela aprovou a nova estrutura, mas faz uma ressalva: considera o palco propriamente dito um pouco baixo. “Para quem acompanha os shows muito longe da frente, os painéis acabam se tornando essenciais para enxergar os artistas”.

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Duas mulheres sorridentes, uma com cabelo cacheado e outra com cabelo liso, vestindo camisetas pretas de Demi Lovato, em um show noturno com luzes e telões ao fundo
Amigas: Letícia Campos, 25, e Joelma Vieira, 27,  acompanharam o show de Pedro Sampaio de longe (Alessandra Carneiro/Veja Rio)

E talvez seja justamente aí que esteja uma das maiores vantagens do novo projeto. As amigas Letícia Campos, 25, e Joelma Vieira, 27, acompanharam Pedro Sampaio de longe e não sentiram prejuízo. “Muito bom. Vimos o show do Pedro Sampaio bem de trás e deu para ver tudo”, resumem.

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Quatro jovens mulheres sorridentes posam em um festival de música, com um palco iluminado ao fundo. A primeira, à esquerda, tem cabelos cacheados e usa top preto e saia cinza. A segunda, de óculos na cabeça, veste blusa preta. A terceira, de cabelos longos, usa top claro e shorts escuro. A quarta, à direita, veste top vinho e shorts de paetês. O ambiente é de festa, com outras pessoas e luzes coloridas.
Querteto: Maria Burnier, Ana Cavalieri, Luiza Cabral e Gabriela Rocco fazem coro: telão “é a vibe” (Alessandra Carneiro/Veja Rio)

No mesmo grupo, Maria Burnier, de 16 anos, que também esteve no festival no dia 6, não se incomodou nem mesmo com a escolha de alguns artistas de transformar partes do enorme painel em uma espécie de videoclipe, em vez de exibir permanentemente imagens do que acontece no palco. “Não atrapalha a experiência. É a vibe”, diz. A amiga Gabriela Rocco, também de 16, emenda: “Até a chuva do dia 6 ajudou. Acho que o público não teria dançado tanto e ficado tão animado se não tivesse chovido”, acredita.

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A aprovação se repete entre Rafael Santana, 33, Hugo Nicolau, 20, e Kevin Galdino, 28, frequentadores de diferentes edições do Rock in Rio. Para Kevin, a novidade demorou até demais para chegar: “Pena que não fizeram isso antes. Porque está sensacional”. Rafael aponta ainda outra evolução percebida no gramado: “Até o som, que na última edição estava muito baixo, consertaram”.

A cobertura do Rock in Rio por VEJA Rio é um oferecimento de TIM.

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