Quem é Maria Elisa Costa, filha do urbanista Lucio Costa morta aos 91 anos

A carioca seguiu os passos do pai, responsável pelo projeto que deu origem a Brasília, e atuou na preservação do conjunto arquitetônico original da capital

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 27 ago 2026, 11h21 | Atualizado em 27 ago 2026, 11h23
Mulher de cabelos castanhos, pele morena e rugas, vestindo camisa xadrez preta e branca, com anéis prateados, olha para cima com a mão no queixo, em um fundo cinza com uma flor vermelha desfocada no canto esquerdo
Maria Elisa Costa: arquiteta morre aos 91 anos (./Reprodução)
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Maria Elisa Costa, filha do arquiteto Lucio Costa, será velada nesta quinta (27), no Cemitério São João Batista, em Botafogo. A arquiteta e urbanista de 91 anos morreu na última terça (25) — como informou a sua família pelas redes sociais.

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Nascida no Rio, a carioca seguiu os passos do pai, responsável pelo projeto urbanístico que deu origem a Brasília: formou-se em 1958 pela Faculdade Nacional de Arquitetura da Universidade do Brasil (atual Universidade Federal do Rio de Janeiro).

Um ano depois, passou a integrar a divisão de urbanismo da Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap). Permaneceu na função até 1964 e acompanhou de perto o processo de consolidação do projeto de Brasília.

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Chegou a trabalhar com o arquiteto francês Bernard-Henri Zehrfuss, em Paris, nos anos 1960, e, de volta ao Brasil, virou sócia da Projeto Arquitetos Associados, no Rio.

Ao longo das décadas — e sobretudo após a morte de Lucio Costa, em 1998 —, Maria Elisa atuou em Brasília para defender a preservação do conjunto arquitetônico e urbanístico original da capital.

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Em homenagem à arquiteta, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, decretou luto oficial de três dias.

“Maria Elisa Costa é um ícone e um símbolo de Brasília. Deixa um enorme legado para a preservação de nossa identidade arquitetônica e a luta pela preservação de Brasília como patrimônio cultural da humanidade. Minha solidariedade aos familiares e amigos de Maria Elisa”, declarou.

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A experiência na área de patrimônio levou Maria Elisa à presidência do Iphan, cargo que ocupou entre 2003 e 2004. Ela também dirigiu a Associação Casa de Lucio Costa, instituição dedicada à preservação da memória e do legado de seu pai.

Maria Elisa deixa a filha, Julieta, e as netas Clara, Julia e Sofia. A cerimônia está marcada para às 14h30, na Capela 7. Após o velório, ela será cremada.

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