Pai de Henry Borel pede apuração de conduta de juíza que perdoou Monique Medeiros
Deputador federal entrou com uma uma reclamação disciplinar junto ao Conselho Nacional de Justiça para anular julgamento que concedeu perdão à mãe de Henry
Eleito deputado federal pelo Rio, Leniel Borel de Almeida Junior, pai de Henry Borel, entrou com uma reclamação disciplinar junto ao Conselho Nacional de Justiça contra a juíza Elizabeth Machado Louro. O objetivo é investigar a conduta da magistrada que presidiu o julgamento de Monique Medeiros e Jairinho e entender se ela tentou influenciar o júri a conceder o perdão judicial à mãe do menino, que morreu em 2021.
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A defesa de Leniel cita em documento uma audiência realizada em 23 de setembro de 2026: na ocasião, a testemunha Monica Caliman relatou que a jornalista Fernanda Piacentini supostamente teria recebido um pedido para entrar em contato com a mãe de Monique Medeiros, então presa, sugerindo substituição do advogado de defesa por uma defensora pública que seria conhecida da juíza.
Também é apontada uma entrevista de 2021, na qual Elizabeth teria feito comentários à Fernanda acerca de Monique Medeiros e a reação social de culpabilização da mulher em uma sociedade patriarcal, quando o processo ainda não havia sido submetido ao Tribunal do Júri.
“A preocupação com a integridade de uma pessoa presa é legítima e deve orientar providências concretas de proteção. O aspecto disciplinar a examinar é diverso: a juíza que ainda conduziria a instrução e presidiria o julgamento apresentou publicamente uma interpretação individualizada da situação de uma das acusadas e da reação social ao processo”, diz a petição.
São relatadas ainda decisões da juíza que substituíram ou relaxaram a prisão de Monique Medeiros e que depois foram revistas pelo Supremo Tribunal Federal. Além de um erro na formulação da pergunta para os jurados durante o julgamento: após a maioria dos jurados responder “sim” ao quesito “A omissão da acusada foi dolosa?”, a juíza substituiu o quesito por outro sobre omissão culposa e determinou nova votação.
O reclamante pede ao Conselho Nacional de Justiça que adote as medidas necessárias para esclarecer os fatos, e que o Ministério Público se envolva e determine a apreensão dos celulares das pessoas mencionadas na reclamação.
* Com informações do jornal O Globo






