Rosalía canta Caetano Veloso em show e se declara: “Sou muito fã dele”
Além de entoar o hit Sozinho, a espanhola rasgou elogios a Chico Buarque, Elis Regina, Tom Jobim e Pabllo Vittar, que fez uma participação especial
O carinho da diva pop espanhola Rosalía pelo Brasil é fato consumado. O Rio de Janeiro pode não ter recebido uma menção em Reliquia, como Roma ou Buenos Aires, mas — pela segunda noite seguida — foi agraciado por um discurso acalorado, durante a passagem da LUX Tour pela Farmasi Arena, na Barra Olímpica. Se na segunda (10) os elogios se concentraram na beleza natural e na gastrônomia do país, a fala desta terça-feira (11) foi uma grande homenagem à música nacional. “Os artistas brasileiros são de outro mundo“, definiu em português.
“O meu favorito é o Caetano“, revelou. “Fui ver o seu show e me impressionou muito”, complementou em referência a performance do músico ao lado de Emicida no Doce Maravilha, neste domingo (9). Em seguida, a artista abriu os braços e cantou junto ao público um trecho de Sozinho. Depois, ela ainda referenciou a famosa interpretação de Un vestido y un amor, composta por Fito Páez, e mandou um beijo ao baiano — que retribuiu a visita de domingo com a sua presença na arena.
Além de Caetano Veloso, outro nome da Tropicália a ser lembrado foi o de Chico Buarque. “Beijou sua mulher como se fosse a última”, cantarolou a artista na melodia da icônica Construção. Elis Regina e Tom Jobim também foram citados como favoritos da compositora, que enlaçou os elogios com uma performance acústica dos clássicos Águas de Março e Luiza. “É Jovim que fala? Yo vim? Eu vim?”, brincou com a plateia, que corrigiu a pronúncia da espanhola em coro.
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Pabllo Vittar, por sua vez, foi intitulada como “uma verdadeira estrela, a diva das divas”, ao ser convidada ao palco para uma “confissão” — em todas as apresentações Rosalía chama alguém para contar uma história pessoal em uma espécie de confessionário. Entre o português e o espanhol, a queen relembrou um namoro frustrado da juventude com um homem de sua cidade natal, com quem se relacionava — à pedido dele — “no sigilo”. “Quando eu já estava conhecida no Brasil, esse mesmo menino estava dizendo que era meu noivo e que tinha trabalhado muito na minha carreira”, queixou-se.
Ao que parece, todo esse amor pode ganhar forma — ou melhor — som. “E se um dia eu fizesse um álbum inspirado na bossa nova, no samba, vocês iriam gostar?”, profetizou a cantora para o delírio dos fãs. O carinho do público e o aval de ícones da música popular brasileira já são batalhas ganhas… Quem sabe no próximo álbum, no lugar da lendária cantora islandesa Björk, Rosa — como cunhou Pabllo Vittar — não traz uma colaboração com uma relíquia da música brasileira.







