Conheça a história do Stray Kids, 1º grupo de k-pop a cantar no Rock in Rio

Formado a partir de um reality show, o octeto sul-coreano construiu uma carreira marcada por hits globais e uma legião de fãs que já lotou estádios no Brasil

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 11 set 2026, 19h37 | Atualizado em 14 set 2026, 11h10
K-pop fará sua estreia no Rock in Rio
Stray Kids: banda sul-coreana de k-pop é headliner desta sexta (11) no Rock in Rio 2026 (Rock in Rio/Divulgação)
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Se há alguns anos alguém dissesse que um  grupo de k-pop seria atração principal do Rock in Rio, talvez parecesse uma aposta tão improvável quanto colocar um karaokê no meio da Cidade do Rock. Pois aconteceu. Nesta sexta (11), o Stray Kids faz história como o primeiro do gênero a subir ao Palco Mundo. E chega ao Rio não exatamente como um convidado exótico, mas como uma das maiores bandas pop do planeta.

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A história dos oito integrantes começou em 2017, quando a gigante sul-coreana JYP Entertainment criou um reality show para formar sua nova boy band. O programa tinha uma particularidade: em vez de simplesmente receber os integrantes escolhidos pela gravadora, Bang Chan, líder do futuro grupo, participou da seleção dos colegas. No ano seguinte, Stray Kids estreou oficialmente com I am NOT. O nome, que pode ser traduzido como “crianças perdidas”, combinava com a proposta: jovens tentando encontrar seu próprio caminho em uma indústria conhecida por seguir fórmulas bastante precisas.

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E foi justamente aí que eles começaram a se diferenciar. Bang Chan, Changbin e Han formaram o 3RACHA, trio que passou a participar ativamente da composição e produção das músicas. Em vez de apenas interpretar canções produzidas por terceiros, os integrantes ajudaram a construir a identidade sonora do grupo, que mistura hip-hop, pop eletrônico, rap e uma boa dose de barulho. “God’s Menu”, “Back Door”, “Thunderous”, “MANIAC” e “S-Class” estão entre os hits que transformaram os garotos em estrelas globais.

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O fenômeno cresceu junto com a internet e com uma tropa de fãs que atende pelo nome de STAY. O grupo já colocou seis álbuns consecutivos no topo da Billboard 200 e acumulou milhões de discos vendidos. No Brasil, a história ganhou capítulos especialmente concorridos. Na primeira passagem pelo país, em 2023, o Stray Kids levou mais de 160 mil pessoas a três apresentações. Agora, volta para um palco ainda maior, com a responsabilidade de inaugurar o k-pop no principal palco do maior festival de música do país.

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Os oito integrantes têm perfis que ajudam a explicar a mistura do grupo. Bang Chan e Felix nasceram na Coreia do Sul e cresceram na Austrália. Lee Know foi dançarino de apoio do BTS antes de entrar no Stray Kids. Han passou parte da infância na Malásia. Hyunjin virou também um nome frequente no mundo da moda. Changbin é um dos principais rappers e produtores. Seungmin se destaca nos vocais e I.N é o caçula. No palco, porém, as diferenças desaparecem no que os fãs já sabem de cor: coreografias precisas, mudanças vertiginosas de ritmo e uma energia que parece ter sido feita sob medida para um festival como o Rock in Rio.

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A estreia do k-pop no Palco Mundo ainda ganhou uma espécie de tapete vermelho dentro da programação. Antes do Stray Kids, o público poderá assistir a apresentações de outros nomes importantes do gênero, como NEXZ e Hwasa. É a prova de que o k-pop deixou de ser atração para iniciados e passou a disputar espaço no centro da música pop mundial. No Rio, os “meninos perdidos” parecem ter encontrado exatamente onde queriam chegar.

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