Setenta motivos para amar o Rio, há 460 anos renovando suas maravilhas
No mês de aniversário, listamos atrativos desta senhora cidade, de volta à rota internacional dos grandes eventos, irradiando cultura e espelhando o Brasil

Aos 460 anos, o Rio de Janeiro continua lindo e cheio de graça, mas também anda pulsante e surpreendente, como outras efervescentes metrópoles globais. Mesmo com obstáculos ainda por saltar e para muito além de seus imperdíveis patrimônios naturais, históricos e turísticos, a Cidade Maravilhosa — que faz jus à fama, abrigando uma das sete maravilhas do mundo moderno, o Cristo Redentor — segue colecionando atributos que a tornam única dentre tantos centros urbanos com fartura de atrativos.
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Palco do maior show da Terra, o Carnaval, que neste 2025 sacudiu a Sapucaí embalado por novidades, e berço do samba e da bossa nova, o Rio se pôs recentemente renovado na vitrine internacional — virou sede de encontros como os do G20 e do Brics (este marcado para julho) e, após sediar uma Olimpíada, tornou-se uma palpitante capital brasileira para eventos esportivos. Também ingressou de vez na rota dos megaespetáculos — Lady Gaga vem aí em maio. Ainda foi alçado pela Unesco a Capital Mundial do Livro em 2025 e pleiteia o posto de capital honorária e cidade federal do Brasil. Calma que não acabou. Neste mês de aniversário, VEJA RIO listou setenta novos motivos para amar este tão belo naco do planeta — com o oferecimento da Refit, refinaria que, ao completar setenta anos, está com nova embaixadora, a carioquíssima da gema Sandra de Sá, e brinda o aniversário da cidade com a gente.

1 – Como mostrou o fenômeno Ainda Estou Aqui, merecido vencedor do Oscar de melhor filme internacional, que lançou os holofotes sobre a Zona Sul carioca, a cidade vive o ápice de sua vocação para se converter em cenário cinematográfico. É um atrás do outro. Em 2024, a cidade recebeu 27 produções audiovisuais estrangeiras, e as diárias de gravações autorizadas nas ruas subiram para quase 9 000, crescimento superior a 10% em um ano. De filme em filme, a capital fluminense ultrapassou até a cinéfila Paris em número de dias em que foi set de filmagem.

2 – E não é que o Rio faturou o nobre título de Capital do Livro, concedido pela Unesco e válido por doze meses, a partir de 23 de abril? A nomeação faz com que entre para uma rede de cooperação internacional ao lado de outras que já conquistaram igual honraria, a fim de difundir programas, atividades e eventos relacionados ao tema — como a Bienal do Livro, que chega a sua 22ª edição em junho com programação ainda mais caprichada.

3 – Depois de Madonna nas areias de Copacabana, os megashows internacionais gratuitos ingressaram de vez no calendário carioca. A prefeitura selou parcerias para garantir não só Lady Gaga, mas também apresentações anuais de outras estrelas de mesma grandeza até 2028, sempre no mês de maio. A iniciativa busca sacudir ainda mais o turismo e a economia, dentro e fora da alta temporada.

4 – Sede de duas finais de Copa do Mundo (1950 e 2014), o Maracanã será palco do jogo decisivo da Copa do Mundo Feminina de 2027. A cidade, que já bateu um bolão nos Jogos Olímpicos (2016) e antes nos Panamericanos (2007), é candidata a receber mais uma vez o Pan, em 2031, junto com Niterói. Só neste ano, 350 eventos esportivos aconteceram por aqui, atraindo quase 700 000 atletas e gerando impacto econômico estimado em 2,2 bilhões de reais.

5 – O Parque Olímpico, que recebeu a Rio 2016 e abriga as edições do Rock in Rio desde 2017, irá se transformar no maior complexo de eventos da América Latina, o Imagine. Idealizado pelo criador do festival, o empresário Roberto Medina, o novo espaço abre em janeiro de 2028 para receber festivais e shows internacionais, além de eventos de música, dança e esportes, reforçando ainda mais a nossa vocação de capital do entretenimento.
6 – Já famosa na noite carioca, a Rua Arnaldo Quintela, em Botafogo, recém despertou atenção mundial: foi eleita em 2024 a 8ª rua mais legal e descolada do planeta no ranking da revista Time Out. Descrita como um “hotspot culinário”, a via coalhada de opções se destaca pelas animadas calçadas por onde se enfileiram bares aconchegantes, restaurantes sofisticados e entusiasmo sem hora para acabar.

7 – A região central passa por efervescente processo de revitalização, que tem por objetivo atrair novos moradores aproveitando construções existentes, como o Edifício Mesbla, vendido em janeiro para virar residencial. Um caminho já trilhado pelo Edifício A Noite, que abrigou a Rádio Nacional e contará com 447 apartamentos. São ambos âncoras do programa Reviver Centro, da prefeitura, que já concedeu mais de quarenta licenças, a maioria para retrofits.
8 – A infraestrutura para moradores e turistas foi um dos itens decisivos para a boa colocação do Rio na lista dos melhores lugares para viver. Também pesaram para o 6º lugar no ranking da The Economist, que elegeu as 173 cidades mais habitáveis da América Latina em 2024, a abundância de pontos turísticos icônicos e o cenário cultural efervescente. São Paulo ficou na 7ª posição.

9 – Caribe? Também temos. Por décadas conhecida como Brejo, tal era a sujeira, num arroubo criativo a Praia do Flamengo virou “Caribrejo”, em alusão às cristalinas águas caribenhas. A maré começou a mudar em 2023, após o leilão da Cedae, quando um aporte de 39 bilhões de reais em serviços de água e esgoto ajudou a trazer àquele trecho da Baía de Guanabara novos ventos — e melhor balneabilidade. A praia lota.

10 – O caminho está aberto para os meios de transporte alternativos, uma necessidade nestes tempos de aquecimento em alta. Até 2033, a cidade ganhará 600 quilômetros de ciclovias para se somar aos 400 já existentes. A ideia é transformá-la em capital da mobilidade urbana saudável e sustentável, com corredores integrando as bicicletas aos transportes de média e grande capacidade, como trens, barcas e metrô, BRT e VLT.

11 – O Centro Cultural Banco do Brasil do Rio completou 35 anos, e a fachada do edifício tombado pelo Iphan passa por reforma, que deve terminar em 2027, para a recuperação de uma dezena de portas e mais de 200 janelas. Instituição cultural com maior número de visitantes no Brasil, o CCBB ingressou na lista do jornal britânico The Art Newspaper entre os 100 museus mais visitados do mundo.
12 – A cidade vem se revelando um bom endereço no globo para envelhecer. À população acima dos 60 anos, que já representa mais de 13% da pirâmide etária local, são oferecidos cada vez mais serviços especializados. Novas casas pensadas para essa fatia, com alto padrão hoteleiro, em nada lembram os antigos asilos. Elas se somam a iniciativas públicas, como academias nas praças e lares de convivência com variadas atividades.

13 – Com o objetivo de debater e promover o desenvolvimento social e econômico global, líderes de países membros do G20 se reuniram no Rio em 2024, provando que a cidade tem pendor e estrutura para abrigar encontros de envergadura internacional. Agora é a vez de o Brics aterrissar nestas praias, para a cúpula com representantes das grandes nações emergentes, marcada para 5 e 6 de julho.

14 – Prestes a completar 80 anos, o Palácio Capanema, que pode justamente vir a sediar a aguardada reunião dos Brics, é joia da arquitetura moderna brasileira, projetada por uma constelação formada por Lucio Costa, Oscar Niemeyer e Affonso Eduardo Reidy, sob consultoria de ninguém menos que Le Corbusier, e ornada com painéis de Candido Portinari. Após radical reforma, vai oferecer espaços para exposições, além de um café no terraço com bela vista para o Centro.

15 – Escala na rota migratória das jubartes, que fazem aparições nestes mares entre junho e agosto rumo a Abrolhos, no litoral baiano, o Rio virou um privilegiado camarote para observação de baleias. O fenômeno fez multiplicar os passeios para avistá-las, além de impulsionar o desenvolvimento de pesquisas científicas sobre a espécie.
16 – Fábrica de fazer novelas, aqui está fincado o maior complexo de produção de entretenimento da América Latina — os Estúdios Globo, antigo Projac, em Curicica, na Zona Oeste —, que neste ano completa três décadas. Na área de 26 000 metros quadrados, a produção média anual é de cerca de 3 000 horas, e não só de folhetins, mas também de séries, realities, programas de humor e de variedades.
17 – Quem foi rei não perde a majestade. Beneficiado por uma lei complementar, o bairro imperial de São Cristóvão foi incluído na Área de Especial Interesse Urbanístico do Porto Maravilha. E a revitalização avança para a Zona da Leopoldina, com o início do restauro da antiga Estação Barão de Mauá, na Avenida Francisco Bicalho, que deve estar tinindo em 2026.

18 – A pandemia de covid-19 reforçou o importante papel do Rio como polo estratégico para a indústria da saúde — e ele está prestes a se expandir. A Fundação Oswaldo Cruz, responsável por pesquisa, desenvolvimento e produção de vacinas distribuídas na rede pública, recém assinou um acordo para a instalação de um novo centro da Fiocruz dentro do Parque Tecnológico da UFRJ.
19 – O que há pouco tempo virou lei nacional começou no Rio: fomos a primeira cidade brasileira a oficializar a proibição de celulares na sala de aula das escolas municipais. A medida, que passou a valer também na rede privada, já se mostrou exitosa: o desempenho dos alunos que deixam o aparelho na mochila melhorou 53%.
20 – Uma nova ferramenta desembarcou na Cidade Maravilhosa com o objetivo de evitar catástrofes provocadas por intempéries climáticas. Com tecnologia importada da Finlândia, um ultramoderno radar meteorológico foi instalado na Serra do Mendanha, na Zona Oeste, fazendo do Rio o primeiro centro urbano do país a possuir dois equipamentos próprios desse tipo — o que ampliou a capacidade na previsão do tempo em curto prazo.

21 – Ciência, tecnologia e inovação formam um conhecido tripé para o desenvolvimento econômico. É sobre esse pilar que vem ganhando forma o Porto Maravalley, situado em um galpão de 10 000 metros quadrados na Zona Portuária. Ali está sendo criado um hub que conecta startups, educação e grandes empresas. Também por lá já funciona o Impa Tech, primeiro programa de graduação oferecido pelo prestigiado Instituto de Matemática Pura e Aplicada.
22 – As feiras de moda crescem, aparecem e se multiplicam, além de ganhar novos formatos e estilos. Estão no rol a Babilônia Feira Hype, a Carioquíssima e O Fuxico — sem contar o Carandaí 25,
que se tornou o maior festival de moda autoral da América Latina, com mais de 300 marcas, incluindo beleza, decoração, bem-estar e artes plásticas, além de oferecer shows e boa gastronomia.
23 – Maior floresta urbana do mundo, a da Tijuca ocupa o Parque Nacional de mesmo nome — o mais visitado do país. Atrações vicejam neste importante trecho de Mata Atlântica, bioma que cobre cerca de um terço do estado. Uma delas, imperdível, é a nova trilha Paineiras-Corcovado, que integra o percurso de 180 quilômetros da Trilha Transcarioca, a primeira de longo curso nacional e que conecta diversas unidades de conservação.
24 – O carioca já está cansado de saber, mas o mundo descobriu agora. O Rio foi classificado como a segunda melhor cidade do mundo para a dobradinha “trabalho com lazer” na pesquisa Work from Anywhere, do International Workplace Group (IWG). Perdeu apenas para Budapeste, a capital húngara, e obteve a mesma pontuação que Barcelona. O leque dos critérios é variado — de condições climáticas a velocidade de banda larga e até felicidade.

25 – Os mais de 5 milhões de pessoas que celebraram a chegada de 2025 no Réveillon do Rio foram muito bem servidos, com treze palcos espalhados por toda a cidade e número recorde de atrações. Somente no trecho de areia de Copacabana, o contingente foi superior a 2,6 milhões, que assistiu a belos doze minutos de pirotecnia. Neste ano tem mais.

26 – Cantado em lindos versos e boa prosa por Tom Jobim, o Aeroporto do Galeão registrou um crescimento expressivo, recebendo 14,4 milhões de passageiros em 2024 — 82% mais que no ano anterior. O terminal expandiu sua malha aérea com novos destinos e maior frequência, consolidando assim sua recuperação após anos de declínio.

27 – O Cristo Redentor, com seus mais de 6,5 milhões de visitantes anuais, é símbolo-mor do Rio, mas não está só. Com o aumento do interesse pelo turismo religioso, a Riotur elaborou um circuito por igrejas do Centro e o Visit Rio preparou um roteiro de fé com sete paradas, incluindo o Memorial do Holocausto, no Parque Yitzhak Rabin, em Botafogo, e a Catedral Presbiteriana, no Centro.

28 – Copacabana pode ser a eterna Princesinha, mas Ipanema é que vem reinando na vitrine global. Este naco de areia e mar foi alçado em 2025 ao posto de melhor praia brasileira, a 13ª do planeta, no prêmio internacional Travelers’ Choice Awards, que se guia por avaliações dos usuários do TripAdvisor. “Fique por perto até o sol se pôr para conferir algumas das melhores vistas”, recomenda a plataforma aos neófitos.

29 – O desfile das escolas de samba do Rio coleciona superlativos — inclusive o de maior Carnaval do mundo, segundo o Guinness. Neste ano a festa ficou ainda mais grandiosa, com a apresentação do Grupo Especial estendida para três noites, quatro escolas por dia. O novo formato faz parte de mudanças em série implementadas pela atual direção da Liesa, que já começou a profissionalizar e atrair mais investimentos para a farra momesca.
30 – Para abrigar as agremiações da Série Ouro, que dá acesso ao grupo principal, já começou a construção da Fábrica do Samba Rosa Magalhães, próximo à antiga Estação Leopoldina, prevista para estar a pleno vapor a partir de 2027. Quem ganha é a turma da folia.

31 – E abram alas também para o Carnaval de rua, cada vez maior e mais variado, com blocos embalados pelos mais diversos estilos — da MPB ao funk e rock. Neste ano, foram 37 dias de animação, para a alegria de cerca de 6 milhões de foliões, que se deixaram levar pela festa em 482 desfiles e 685 blocos autorizados pela prefeitura, um recorde.
32 – Seis anos após ser engolido pelas chamas, o Museu Nacional acaba de virar patrimônio cultural imaterial do estado. Mesmo com 85% do acervo destruído, o local, reinaugurado em 2022, teve a fachada reformada e está em processo de reconstrução para voltar a receber visitantes no Paço de São Cristóvão já em 2026.
33 – Para além da Parada do Orgulho LGBTQIA+, que em novembro completa trinta anos, e do Posto 9, tradicional ponto de encontro na Praia de Ipanema, a cidade não para de se abrir à diversidade. E novas iniciativas despontam no horizonte, como a Sambay, primeira roda de samba voltada para esse público, frequentada por anônimos e famosos.

34 – Dono da maior torcida do Brasil, com 19% da preferência nacional, segundo o Datafolha, o Flamengo chega aos 130 anos em novembro e começou bem o ano, com dois títulos — a Supercopa e a Taça Guanabara. E tem mais: após assinar com o Fluminense a concessão do Maracanã pelos próximos vinte anos, o rubro-negro se prepara para construir seu próprio estádio, no antigo terreno do Gasômetro. O início das obras está previsto para maio de 2026.

35 – Graças a seu patrimônio artístico e uma rica produção, o Rio vem recuperando território na seara cultural. Em 2024, o Castelinho do Flamengo e a Casa Pacheco Leão, no Jardim Botânico, voltaram à ativa após uma boa recauchutada. Também reabriu as cortinas o centenário Teatro Carlos Gomes, assim como o MAM, revitalizado para o G20. E nas Casas Casadas, em Laranjeiras, foi inaugurado o CineCarioca José Wilker.

36 – Lagoa limpa, Lagoa viva. Peixes com mais de 5 quilos voltaram a frequentar a Lagoa Rodrigo de Freitas, depois de intervenções no sistema de tratamento de esgoto. Com o processo de naturalização, que trouxe de volta cerca de 2 500 metros quadrados de área alagada, divididos em dois trechos, vieram também mais pássaros, capivaras e até, quem imaginaria?, um lagarto teiú.

37 – E seguem as obras do Novo Canecão, com previsão de reestreia em 2026. A tradicional casa de shows de Botafogo, de portas fechadas desde 2010, vai reabrir com cinco pavimentos, sala
de espetáculos para 6 000 pessoas, espaço de exposições, bosque ao ar livre, além de bares e restaurantes.

38 – É a Glória! O bairro foi eleito o 9º mais legal do mundo pelo guia britânico Time Out. Obras de conservação e a nova iluminação vêm atraindo um público mais jovem à região, onde se enfileiram a Marina, a Praça Paris e a maior e mais badalada feira livre da cidade, a Feira da Glória, onde há de sebos de vinil a barracas de cervejas artesanais e vinhos naturais.
39 – Agora é oficial: sancionada em julho passado, uma nova legislação municipal prevê a aplicação do conceito de cidade esponja e a adoção de mecanismos sustentáveis de gestão das águas pluviais, a fim de controlar os frequentes alagamentos e enchentes. Também entrou em cena um novo alerta sonoro da Defesa Civil via celular, desenvolvido pelo governo federal para sinalizar riscos de desastres e orientar a população.

40 – Capital com maior participação da indústria criativa no PIB brasileiro, o Rio segue avançando e se tornou sede dos principais eventos de criatividade, inovação e tecnologia do país. A agenda do ano inclui Rio2C, Web Summit Rio, Rio Innovation Week, Hacktudo e Tack Tech, todos procurando sedimentar as conexões entre setores e fomentar a indústria.
41 – O carioquês é um idioma próprio. E foi eleito o sotaque mais inconfundível e desejado pelos brasileiros, segundo levantamento da plataforma Preply. Faz sucesso pelos chiados e vogais mais abertas, que tornam possível reconhecer um habitante local em qualquer canto do mundo. Na Assembleia Legislativa tramita um projeto de lei que torna o jeitinho made in Rio de falar patrimônio histórico e cultural de natureza imaterial.

42 – Bares da Lapa, de Botafogo e do Morro do Pinto estão entre as atrações que levaram à escolha do Rio como melhor destino do mundo em vida noturna. O ranking global da revista Time Out reuniu treze cidades, de Berlim a Lagos, na Nigéria. A Cidade Maravilhosa mereceu pontuação de 90% em “qualidade das atrações” e “acessibilidade financeira”.

43 – A prefeitura criou um protocolo de emergência contra o calor. Quando a combinação de temperatura e umidade faz bater 44 graus por três dias consecutivos, é recomendada a suspensão de eventos ao ar livre e a busca de abrigo em 59 pontos de resfriamento com sombra e água fresca de sobra. A inédita iniciativa trouxe ainda à cidade vaporizadores, chuveirões e outras soluções que dão uma trégua em dias de fervura.
44 – Endereço da primeira Arena Gamer pública do país, o Rio investe no projeto de se tornar capital dos e-sports. Já sediou campeonatos mundiais como o Counter-Strike: Global Offensive (CS:GO), que juntou 14 000 pessoas na Farmasi Arena, e conta com o AfroGames, onde foi criado um centro de formação de e-atletas com elevado potencial competitivo e é o primeiro do mundo a treinar uma equipe profissional na modalidade dentro de uma favela.

45 – Pet também é gente no Rio. E como. Cães e gatos podem acompanhar seus tutores em corridas no Uber Pet e até em supermercados, graças ao decreto municipal que regulamenta a circulação deles nesses locais. A prefeitura criou um selo para identificar outros espaços pet friendly, já adotado por mais de setenta restaurantes, bares, hotéis, shoppings e salões de beleza.
46 – Os encontros entre músicos dispostos a fazer tudo diferente começaram nos anos 1950 em Copacabana, onde a bossa nova segue pulsante — seja no Beco das Garrafas, tradicional reduto do gênero, declarado patrimônio histórico e cultural imaterial da cidade, seja no Blue Note, filial do famoso clube de jazz de Nova York. A programação nessa rota contempla bons programas como Quartas de Bossa Nova e Bossa Nova Brunch, com música ao vivo aos domingos.

47 – Foi dada a largada para o projeto que transforma a Rua da Carioca, no Centro, no mais novo polo turístico e gastronômico da cidade — um trecho dela já pode ser chamado de Rua da Cerveja. A ideia, como o nome sugere, é torná-la point cervejeiro, dando gás à revitalização da área, ao ocupar ali trechos pouco povoados, e estimulando o comércio local.
48 – A Cidade Maravilhosa é a primeira do mundo a conquistar um tricampeonato continental com times diferentes: Flamengo (2022), Fluminense (2023) e Botafogo (2024). Junto com o Vasco, o Rio oferece uma invejável concentração de grandes clubes disputando a primeira divisão do Campeonato Brasileiro, com milhões de torcedores espalhados pelo país. Somados os troféus, amealharam trinta títulos nacionais.

49 – Orgulho nacional, a Farm vem ganhando o circuito mundial, com lojas abertas na Europa e nos Estados Unidos. Tornou-se o carro-chefe da Azzas 2154, o maior conglomerado de moda da América Latina, fruto da união entre o Grupo Soma e a Arezzo, selada em 2024.

50 – Nem só de Rock in Rio, que aliás completou quatro décadas em ótima forma, vive a cena musical da cidade. Desde que entraram no mapa mundial dos festivais de música, os palcos cariocas abrem espaço para programações feitas para os mais distintos ouvidos. Está aí uma lista farta, que inclui Universo Spanta, Doce Maravilha, Festival de Inverno, Queremos!, Rio Jazz Fest e Clássicos do Brasil para provar.

51 – Uma das atrações turísticas mais visitadas do Rio passou a abrir mais cedo. Tudo começa por volta das 4h30 da madrugada, ao som de um saxofonista que embala o nascer do sol no Pão de Açúcar aos sábados. A experiência oferece vista privilegiada da cidade, brinde com espumante e café da manhã completo. Como não ter um bom dia depois de tanto?

52 – Alguns são velhos conhecidos de cariocas e turistas, como os patos-do-mato que povoam o Campo de Santana e os micos que se equilibram em postes e fios. Mas há outros visitantes que fazem frequentes aparições na cidade — uma espécie de bioparque por natureza —, como os pinguins (entre julho e setembro do ano passado foram 475 deles em todo o estado). Já espécies como o lobo-marinho surpreendem pela raridade — daí a fama recente do Joca, que apareceu nas areias de Ipanema e foi vastamente clicado.
53 – A cidade que projetou de Trapalhões a Tatá Werneck, passando pelo Casseta e Planeta, é mesmo cheia de graça. E segue rendendo gargalhadas em programas de TV, stand-ups
e peças repletas de humor que lotam os teatros. Só em janeiro, quatro festivais de comédia estavam simultaneamente em cartaz na cena carioca, apresentando mais de cinquenta artistas, entre veteranos e novatos.
54 – Temos praia 24 horas? Sim. De uns tempos para cá, embalada pelo calorão, a apreciada ponta de Ipanema virou point quando o sol se põe. O mergulho noturno na Praia do Arpoador é um dos programas mais disputados em dias de termômetros escaldantes. A temperatura sobe e a praia, que além de mar convidativo oferece boa iluminação, lota.
55 – O Rio tem posição estratégica no impulso à indústria nacional do turismo, que faz girar a economia e pode contribuir para um desenvolvimento mais sustentável. Não por acaso, a Organização Mundial do Turismo acaba de inaugurar aqui o Escritório para as Américas. Segundo a ONU, a cidade foi escolhida pela “relevância como porta de entrada para visitantes internacionais e símbolo da diversidade cultural e natural do país”.

56 – A chamada baixa gastronomia, que brilha nas mais variadas mesas e calçadas, vem inspirando concursos que só fazem enobrecer os saborosos quitutes. Comida di Buteco ganhou oficialmente o status de patrimônio cultural, gastronômico e imaterial do estado — e também estreou por aqui o Festival Botecar, lançando ainda mais luz sobre imperdíveis cardápios de bares por toda a cidade.
57 – Do centenário Copacabana Palace ao luxuoso Fairmont, o Rio está bem abastecido de hotéis cinco estrelas. Agora, a hospitalidade carioca se renova para oferecer mais opções de albergues cheios de bossa, que surgem a cada dia. O Jo&Joe Rio, que abriu no Largo do Boticário após revitalização do casario histórico, já ganhou até prêmio — o Hoscars Awards, considerado o Oscar do setor.

58 – Um museu a céu aberto agora ainda mais rico. As estátuas de Carlos Drummond de Andrade e Dorival Caymmi, na orla de Copacabana, passaram a contar com QR code que direciona os curiosos para uma página virtual onde é contada a história de ambos — com direito a ambientações sonoras. Já a de Tom Jobim, debruçada sobre o mar de Ipanema, traz até aquele barulhinho do balanço do mar.

59 – Muros e empenas viraram generosas telas para artistas urbanos como Toz, Eduardo Kobra e centenas de outros, fazendo da região central do Rio outro museu sem teto nem portas. Na Zona Portuária, onde fica o conhecido mural Etnias, mais de 100 painéis passaram a valorizar a paisagem — entre eles os do projeto Rua Walls, que coloriu mais de 1,5 quilômetro de paredes da Avenida Rodrigues Alves, convertida em corredor artístico.

60 – Com inspiração no Moulin Rouge, de Paris, e no Señor Tango, de Buenos Aires, o antigo e tão querido cinema Roxy, em Copacabana, ganhou vida nova. Virou o Roxy Dinner Show, casa de espetáculos única, que acaba de ser indicada pela revista americana Time como um dos melhores lugares do mundo em 2025, ao promover uma viagem pelo país em uma rica apresentação sobre a diversidade da cultura.
61 – Movimentos rápidos e coordenados dão um baile junto a muita malemolência e estilo. Some-se aí um pouquinho de break, mais frevo, samba e capoeira. Assim nasceu o passinho carioca, dança que faz sucesso nas comunidades do Rio desde os anos 2000 e, em 2024, foi reconhecida como patrimônio cultural imaterial do estado. É coisa nossa.

62 – Primeira Capital Mundial da Arquitetura, escolhida pela Unesco em 2019 por seu passado arquitetônico e grandes desafios urbanos, o Rio é berço da maior mostra de design de interiores, paisagismo e arquitetura das Américas, o CASACOR, que teve sua 33ª edição em novo endereço em 2024, no Shopping Fashion Mall, em São Conrado. E promete mais.

63 – Até as importantes vias da cidade andam mais vibrantes. No ano passado foi a vez de o projeto Cores da Brasil mudar a cara da maior avenida da cidade, a Brasil, com desenhos de artistas plásticos estampados nas passarelas ao longo de seus mais de 26 quilômetros de extensão. A Linha Vermelha também entrou na roda, recebendo novos tons de rosa.
64 – O Nordeste é aqui, no Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, mais conhecido como Feira de São Cristóvão, que completa oito décadas, sendo um marco da preservação do legado dos migrantes que ajudaram a moldar a história e a cultura da cidade. O pavilhão abriga cerca de 700 barracas, com pratos típicos e produtos artesanais, além de palcos para músicos, um paraíso sem igual para as festas juninas.

65 – Sob esta espetacular moldura, as corridas de rua já representam metade do calendário esportivo municipal de 2025. Das vias à beira-mar a vielas mais escondidas, o que não faltam são pistas para quem quer se aventurar. Também há espaço de sobra para caminhadas, trilhas, escaladas, circuitos, treinos funcionais, futevôlei, beach tennis, canoa havaiana e stand-up paddle nas praias e na Lagoa, a cada dia mais povoadas.

66 – Após o Lasai emplacar a 7ª posição no ranking do 50 Best da América Latina — melhor restaurante brasileiro da lista —, mais dois representantes da gastronomia carioca ficaram na mira de holofotes internacionais: o quindim da Confeitaria Colombo figura entre as dez melhores sobremesas do mundo no guia TasteAtlas e o Cipriani foi eleito o melhor italiano fora da Itália pelo prêmio 50 Top Italy 2025.
67 – A moda está circulando a todo vapor, trazendo novos e mais sustentáveis ares ao visual dos cariocas. No Aerotown, na Barra, o Cycle Market, primeiro mercado fixo da chamada moda circular do Brasil, reúne mais de 100 marcas dedicadas ao consumo consciente. Outro destaque é a Oficina Muda, com filiais em Laranjeiras e Botafogo, onde é possível encontrar coleções passadas de marcas bacanas da cidade, algumas recriadas por terem pequenos defeitos.

68 – O decreto que regulamenta a construção do novo Autódromo de Guaratiba foi publicado no início do ano. Erguido e mantido pela iniciativa privada, o primeiro circuito de automobilismo carioca desde a demolição do Autódromo de Jacarepaguá, em 2012, terá traçado de 5 quilômetros de extensão, além de 5 000 metros quadrados reservados à área dos boxes. A obra deve durar trinta meses.
69 – Em fase de reforma, o Mercadinho São José, em Laranjeiras, em breve estará de volta à ativa com restaurantes, terraço, eventos e o melhor — a comida boa, local e justa da Junta Local, feira itinerante de pequenos produtores que percorre diferentes pontos da cidade. Outro avanço na área se deve à chegada do Instituto Bazzar, com o objetivo de impulsionar a gastronomia do Rio, como já se vê em muitas capitais do mundo.
70 – Para não dizer que não falamos de flores, o Jardim Botânico guarda uma das maiores coleções de orquídeas do país. É possível apreciar por lá 7 500 delas, de variadas origens, entre nativas, exóticas e híbridas, um tesouro com valor histórico e científico que atrai colecionadores e admiradores. Ao longo do ano, o JB realiza exposições e oficinas, com direito a palestras, visitas guiadas e sorteio de plantas. E assim dá sua contribuição para um ano mais florido.