Risco médico: Cremerj registra 756 agressões a profissionais de saúde

Casos aconteceram durante o atendimento a pacientes em hospitais e unidades de saúde do Rio desde 2018 e motivaram providências como botão de pânico

Por Da Redação 15 Maio 2026, 07h04
Médica é espancada por paciente no no Hospital municipal Francisco da Silva Telles, em Iraja Reproduçao TV Globo
Sandra Lúcia Bouyer Rodrigues: médica foi espancada por paciente no no Hospital municipal Francisco da Silva Telles, em Irajá, em 2023 (TV Globo/Reprodução)
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O Conselho Regional de Medicina do estado (Cremerj) registrou 756  agressões sofridas por médicos durante o atendimento a pacientes em hospitais e unidades de saúde do Rio desde 2018, segundo . Os registros foram feitos por meio do Portal Defesa Médica, plataforma, criado para receber denúncias de ataques contra profissionais da saúde.  As mulheres são as principais vítimas.

Do total, 89 foram agressões físicas, sendo apenas 29 contra homens; 459 foram verbais, das quais 297 tiveram médicas como vítimas; e 208 casos são de assédio moral, sendo 121 contra elas.

Um dos casos registrados foi o da medica Sandra Lúcia Bouyer Rodrigues, agredida, agredida com socos e chutes enquanto trabalhava no plantão do Hospital Municipal Francisco da Silva Telles, em Irajá, numa madrugada de 2023. A confusão começou quando um homem de 48 anos e a filha, de 23, exigiram tratamento para um rapaz que apresentava um corte na mão esquerda. Irritados com a demora no atendimento, eles agrediram a profissional, inclusive com socos na boca. Sandra precisou levar cinco pontos na região atingida e, devido à agressão, uma paciente de 82 anos, que estava em estado grave acabou morrendo por falta de atendimento. Ela teve uma parada cardiorrespiratória e não resistiu. André Luiz do Nascimento Soares e Samara Kiffini do Nascimento Soares foram presos por homicídio doloso, quando há intenção de matar.

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Os episódios motivaram uma resolução do Conselho Federal de Medicina (CFM), que estabelece normas de segurança para ambientes hospitalares, como botão de pânico e rotas de fuga nas unidades. 

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