O que se sabe sobre o caso de agulhas compartilhadas em escola no Recreio
Foi numa Feira de Ciências do Colégio Tamandaré; pelo menos 23 pessoas procuraram tratamento profilático contra doenças transmitidas pelo sangue em hospitais
A unidade II do Colégio Tamandaré, no Recreio dos Bandeirantes, recebe nesta segunda (14) uma equipe do Centro Municipal de Saúde Harvey Ribeiro de Souza Filho para orientar estudantes e responsáveis após o compartilhamento de agulhas em testes de glicose, durante uma feira de ciências, no último sábado (12). Até o fim da tarde de domingo, pelo menos 23 pessoas haviam procurado hospitais para tratamento profilático, após serem expostos ao risco de contaminação por doenças transmissíveis pelo sangue. Vinte delas foram atendidas no Hospital Municipal Lourenço Jorge, na Barra, e outras três na rede particular. O caso é investigado pela 42ª DP (Recreio).
Segundo a direção do Colégio Tamandaré, um dos estandes da feira abordava a diabetes, e uma aluna levou para a exposição um aparelho utilizado para medição de glicose, incluindo uma caixa de lancetas, as pequenas agulhas usadas para furar o dedo e coletar uma gota de sangue. Ainda de acordo com a instituição, os professores e coordenadores haviam orientado que o equipamento permanecesse apenas em exibição e que nenhuma medição fosse realizada nos participantes do evento. No fim do evento, porém, a estudante teria utilizado o material para medir a glicemia de pessoas que visitavam o estande.
Após a descoberta do caso, pelo menos 21 pessoas procuraram atendimento médico para avaliação e testagem. Segundo a direção do colégio, ao menos 10 delas estudam na unidade. O Tamandaré apurou que uma mesma lanceta chegou a ser utilizada em até três pessoas diferentes, o que as expôs a risco de exposição a doenças infectocontagiosas transmitidas pelo sangue, como hepatites B e C, HIV e sífilis.
+ Para receber VEJA RIO em casa, clique aqui
Em nota, a direção do Hospital Municipal Lourenço Jorge informou que todas as pessoas que procuraram a unidade foram avaliadas e iniciaram o protocolo de profilaxia pós-exposição, tratamento preventivo indicado em situações envolvendo contato com material biológico potencialmente contaminado. A Secretaria Municipal de Saúde informou que todos os testes realizados até o momento tiveram resultado negativo. As equipes das vigilâncias epidemiológica e sanitária do município acompanham o caso. Eles estiveram na escola na manhã desta segunda (14). Agentes da 42ª DP intimaram o diretor da unidade Recreio II do Colégio Tamandaré para prestar esclarecimentos e solicitaram imagens das câmeras de segurança para reconstituir o que ocorreu durante a feira.






