Até 2100, faixa de areia de Copacabana vai encolher 100 metros, estima UFRJ

Devido ao aumento do nível dos oceanos, a orla da Baía de Guanabara e a Lagoa Rodrigo de Freitas estão sujeitas a inundações

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 2 jul 2025, 11h03 | Atualizado em 2 jul 2025, 11h03
Esquema de Trânsito: Orla de Copacabana será interditada para festa da virada
Esquema de Trânsito: Orla de Copacabana será interditada para festa da virada (Fernando Maia/Riotur)
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Até 2100, faixa de areia de Copacabana vai encolher 100 metros, estima UFRJ Priorizar nos meus resultados Google

Um estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) indica uma significativa redução da largura da faixa de areia e períodos de inundação prolongados nas próximas décadas no entorno da Baía de Guanabara. Os dados do estudo, que analisou o impacto da subida do Oceano Atlântico do Centro da cidade ao Leblon, foram divulgados nesta quarta (2), pelo jornal O Globo.

A Praia de Copacabana perdeu, nos últimos dez anos, 10% da faixa de areia e, até 2100, até 100 metros da faixa de areia podem sumir no bairro.

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Já em Ipanema e no Leblon, as perdas são de aproximadamente 80 metros e, em Botafogo, até 70 metros. Ainda de acordo com a pesquisa, devido ao aumento do nível do mar, a orla da Baía de Guanabara e a Lagoa Rodrigo de Freitas estão sujeitas a inundações maiores e, em alguns pontos, permanentes.

A pesquisa se apoiou no cenário mais otimista da elevação da temperatura média da Terra até 2100, como prevê o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). A elevação dos oceanos se dará por causa do aumento da temperatura da Terra e o consequente degelo das calotas polares.

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Se o planeta aquecer 2 graus Celsius acima da média do período pré-industrial (1850-1900), o mar subirá, em média, cerca de 75 centímetros. O problema é que, no ritmo atual de aquecimento e emissões de gases do efeito estufa, o cenário otimista fica mais distante. O ano passado foi o mais quente já registrado globalmente na História pela Nasa e pelo Serviço Europeu do Clima Copernicus, e 2025 segue com médias altas. Até o fim do século, a Terra pode estar 4 graus mais quente.

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Os pesquisadores da UFRJ explicam que o mar não subirá de uma só vez, mas de forma gradual, cerca de 7,5 milímetros por ano. O maior efeito da elevação do oceano é agravar as consequências de ressacas, tempestades e marés altas.

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