A nova armadilha que fez idosos caírem em golpes na Zona Sul

Quadrilha abordava maiores de 60 anos nas ruas com a promessa de prêmio; saiba quanto vítima moradora da Gávea perdeu

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 16 set 2026, 15h07
Fachada da 15ª Delegacia de Polícia, um prédio de dois andares com paredes claras e janelas quadradas. A entrada principal tem um toldo laranja e o nome da delegacia em letras grandes. Há vegetação exuberante em frente e um carro prateado estacionado à direita. Dois cones de trânsito laranjas estão no asfalto em primeiro plano
Golpe: quadrilha abordava vítimas nas ruas com a promessa de um prêmio de R$ 10 milhões; uma idosa perdeu R$ 60 mil (./Reprodução)
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O golpe é antigo, mas ganhou uma nova rodada pelas ruas da Zona Sul do Rio. Uma quadrilha especializada em enganar idosos voltou a apostar no velho conto do bilhete premiado. O grupo abordava as vítimas em plena rua e oferecia uma suposta fortuna em troca de dinheiro, joias ou transferências bancárias. Uma das vítimas foi uma mulher de 79 anos, abordada na Gávea.

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Segundo a Polícia Civil, um casal disse ter um bilhete de loteria premiado em R$ 10 milhões, mas alegou que não poderia retirar o prêmio por motivos religiosos. A proposta parecia boa demais para ser verdade: a idosa pagaria R$ 60 mil e ficaria com o bilhete. Ela chegou a ser acompanhada pelos criminosos até uma agência bancária em Copacabana, onde fez a transferência. Recebeu, em troca, um bilhete falso.

A investigação da 15ª DP (Gávea) chegou ao carro usado pelo grupo a partir de imagens de câmeras de segurança. Na segunda (14), os policiais localizaram o veículo novamente circulando pela Zona Sul e fizeram a abordagem em Copacabana. Três suspeitos foram presos. Dentro do carro, segundo a polícia, havia outros bilhetes de loteria e anotações que indicariam a atuação no esquema. Um quarto integrante ainda é procurado.

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Segundo a delegada Daniela Terra, o grupo vinha de São Paulo para aplicar os golpes no Rio e escolhia possíveis vítimas enquanto circulava de carro pela Zona Sul. A polícia afirma que os suspeitos também aceitavam joias e outras formas de pagamento. Os três foram autuados por associação criminosa e liberados após o pagamento de fiança.

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