Bar Partisan: um dia depois, prefeitura volta atrás e cancela punição
Seop recua e torna nula decisão de cancelamento a estabelecimento na Lapa que restringiu presença de americanos e israelenses
Um dia após providenciar o cancelamento do bar Partisan, na Lapa, que teve sua inscrição encerrada após restringir a entrada de cidadãos dos Estados Unidos e de Israel, a Secretaria de Ordem Pública (Seop) do Rio voltou atrás e suspendeu, nesta quarta (29) a punição.
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A nova decisão foi tomada após o estabelecimento entrar com um recurso. A Seop tornou sem efeito o despacho desta terça (28) após constatar que não houve reincidência ou novas acusações de discriminação envolvendo o estabelecimento, que recebeu uma multa de 9 520 reais do Procon Carioca no início de abril. A autorização legal se manteve e o bar segue funcionando normalmente.
Presidente da Frente Parlamentar e autor da denúncia que deu origem, junto à Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), ao cancelamento da inscrição municipal, o vereador Flavio Valle afirma que mesmo com o recuo da Seop, a reação das instituições é um passo importante contra a discriminação: “O episódio nos deixa um aprendizado de que é preciso mais cuidado ao formular posicionamentos políticos para que não sejam distorcidos em atos de exclusão. Acima de tudo, fica a mensagem de que aqui não passará esse tipo de atitude”, afirmou Valle.
O caso do Bar Partisan ganhou repercussão no início deste mês, após exibir uma placa com a frase “Cidadãos dos Estados Unidos e de Israel não são bem-vindos”, escrita em inglês, na entrada do estabelecimento. Por conta do episódio, o bar foi alvo de um processo administrativo e de um boletim de ocorrência na Polícia Civil.







