Blocos lançam manifesto e marcam ato pela realização do Carnaval de rua

Mais de 120 agremiações assinam o documento afirmando que a prefeitura não tem o poder de impedir os festejos

Por Redação 12 abr 2022, 13h33 | Atualizado em 12 abr 2022, 13h35
Imagem mostra foliões aglomerados em um bloco de carnaval no aterro do flamengo
Bangalafumenga: bloco desfila no domingo no Aterro - (Fernando Maia/Riotur)
Continua após publicidade
Blocos lançam manifesto e marcam ato pela realização do Carnaval de rua Priorizar nos meus resultados Google

Organizado pelo Ocupa Carnaval, movimento que conta com alguns dos principais blocos do Rio, um manifesto foi lançado na segunda-feira (11) pelo direito de desfilar, assinado por mais de 120 blocos, além de associações como o Movimento Unido dos Camelôs (Muca). Agremiações como Cordão da Bola Preta, Simpatia É Quase Amor, Afoxé Filhos de Gandhi, Cordão do Boitatá e Orquestra Voadora convocaram também um ato público para a quarta-feira (13) denominado BlocAto, que vai marchar da Candelária à Cinelândia, às 17h.

+ Rede hoteleira prevê alcançar 85% de ocupação no Carnaval fora de época

O manifesto afirma que a prefeitura não tem o poder de impedir a festa nas ruas, e que o incentivo ao Carnaval está previsto na Lei Orgânica do Município, cabendo ao poder público a destinação de recursos e infraestrutura para a festa.

“Carnaval não é um evento social que depende de alvará do poder público, é uma expressão popular e um direito histórico conquistado na luta. A rua é do povo e nossa voz é livre”, diz o documento.

Continua após a publicidade

Líderes do Ocupa Carnaval argumentam que os blocos do Rio tiveram comportamento exemplar durante a pandemia, e agora precisam sair à rua, garantindo o trabalho de toda a rede envolvida na realização dos festejos que gera impactos cultural e econômico importantes.

Segundo a Riotur, empresa da prefeitura responsável por organizar o Carnaval de rua, a paralisação da retomada prevista para o início do ano tornou inviável a festa pela falta de tempo de planejamento. “O valor só da outorga para a Riotur era da ordem de R$ 6 milhões. A patrocinadora vencedora pagaria toda a infraestrutura que envolve o Carnaval de rua. Quando houve a decisão pela não realização, todo o trabalho da Riotur com os órgãos públicos foi paralisado”, divulgou o órgão, em comunicado.

+ Para receber VEJA RIO em casa, clique aqui

Continua após a publicidade

A Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop) informou que está preocupada no momento com a estrutura e a organização para os desfiles na Sapucaí, e não se pronunciou sobre uma possível fiscalização durante o feriado de Carnaval da próxima semana.

Publicidade

Essa é uma matéria fechada para assinantes.
Se você já é assinante clique aqui para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Domine o fato. Confie na fonte.
15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas

15 marcas que você confia. Uma assinatura que vale por todas.

Revista em Casa + Digital Completo
Impressa + Digital
Revista em Casa + Digital Completo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique.
Assinando Veja você recebe semanalmente Veja Rio* e tem acesso ilimitado ao site e às edições digitais nos aplicativos de Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Superinteressante, Quatro Rodas, Você SA e Você RH.
*Assinantes da cidade do RJ

A partir de R$ 39,99/mês