Sessão especial: Cecília Meireles une cinema e música em Sala em movimento
Concerto Sakamoto – 1996 reúne peças ligadas a filmes marcantes como O Último Imperador e O Céu que nos Protege, com videoarte
A Sala Cecília Meireles vem flertando com o passado cinematográfico. O prédio, que nasceu como hospedaria na Lapa, deu lugar ao Cine Colonial entre 1940 e 1961, com capacidade para cerca de 2 000 pessoas e e equipamentos de projeção e som considerados dos mais modernos da época. Agora entra na programação um evento que une a música clássica a projeções em tela grande, dentro do projeto Sala em Movimento.
“Este é um espaço para casar música com mais alguma coisa, como balé, levando em conta o movimento, inclusive no sentido de itinerância”, explica Bernardo Guerra, presidente da Associação dos Amigos da Sala, que administra a instituição e, em 2024, fez a primeira experiência do gênero, exibindo Drácula, (1931), dirigido por Tod Browning e estrelado por Bela Lugosi. “Foi um sucesso e muita gente veio fantasiada a caráter”, relembra ele, que foi de capa preta e chapéu.
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Na sexta (24), às 19h, será a vez de Sakamoto – 1996 entrar em cartaz, em sessão única. No espetáculo, o pianista e compositor português João Vasco homenageia Ryuichi Sakamoto em um programa criado a partir do universo do compositor japonês. Concebido para piano, violino e violoncelo, e acompanhado por videoarte, o concerto reúne peças ligadas a filmes marcantes como O Último Imperador, Feliz Natal, Mr. Lawrence e O Céu que nos Protege. “Será que vai vir gente de quimono?”, brinca Guerra.





