Clube dos Caiçaras leva em leilão um pedaço da ilha na Lagoa
Espaço, equivalente a um terço do espaço ocupado pela entidade, pertencia ao Rioprevidência e já sediava atividades sociais, esportivas e recreativas
O Clube dos Caiçaras, na Lagoa, marcou território ao arrematar, nesta terça (15), um terreno de 11300 metros quadrados que já utilizava há décadas para atividades sociais, esportivas e recreativas. O espaço, equivalente a um terço da ilha ocupada pelo clube, pertencia ao Rioprevidência. O leilão foi realizado na sede do órgão, no Centro, e o lance vencedor foi de 23,3 milhões de reais — o valor mínimo estabelecido para a venda – já que não havia outros interessados.
Fundado em 1931 por três famílias de Ipanema, o Caiçaras passou a ocupar a ilha na Lagoa em 1935, quando todo o local pertencia ao poder público. O Caiçaras vinha utilizando o espaço agora arrematado por meio de cessões. O mais recente acordo de cessão tinha sido acertado no dia 5 de maio, garantindo o uso do terreno em troca do pagamento de 39 772 reais mensais ao governo do estado. Antes disso, o último acordo era de maio de 2015, quando o pagamento mensal estabelecido era menor — 23 200 reais por mês. A ilha é, na verdade, um aterro registrado oficialmente em 1980. Com o leilão, a instituição passou a ser de fato dona do “terço da ilha”, que inclui cinco quadras de tênis, dois campos de futebol e quadras de areia.
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“O Clube tem 95 anos, e o fato de não sermos proprietários de uma parte da Ilha representava uma incerteza e uma insegurança para os associados. Há muitos anos, vínhamos dialogando com os poderes públicos do Rio na tentativa de viabilizar o leilão. Felizmente, contamos com uma administração muito republicana, transparente, e avaliamos que todo o processo foi conduzido de forma muito adequada”, afirmou o Comodoro Sérgio Rodriguez, no site do clube. Para celebrar a conquista, a diretoria do clube promoverá uma festa para os sócios neste sábado (19).






