Depois de 30 anos, Clube Federal, no Leblon, terá novo presidente
Chapa única, Novo tempo ganha por aclamação a eleição convocada após decisão judicial
Após 30 anos presidido pela mesma família, sem eleições, o Clube Federal, no Alto Leblon, está sob nova administração. A Chapa Novo Tempo assumiu o espaço, por aclamação, nesta sexta (21), após um pleito convocado judicialmente. O clube, que já chegou a ter mais de 3 000 sócios, hoje não chega a cem associados.
A Novo Tempo foi a única coligação inscrita na disputa. O interventor, o advogado Paulo Cesar Carneiro Alves Filho, informou à Justiça o registro da chapa, composta por Paulo Cesar Rocha (presidente), Bernardo Egas Lima Fonseca (vice), Egas Manoel Batista dos Santos Fonseca, Haroldo Barreiros de Carvalho Filho, Ricardo Carvalho Maia e Ricardo Carvalho Maia Junio. O mandato é de quatro anos.
“A primeira providência é tentar trazer os sócios de volta. Também precisamos tomar pé da situação. A gente sabe que tem muitas dívidas, muitos processos de execução. Então tem todo um trabalho financeiro e contábil a ser feito para resolver as pendência e resgatar o que ele foi um dia”, diz Bernardo Egas, que é sócio e secretário municipal de Administração. “Mais do que a escolha de uma nova administração, este momento simboliza a possibilidade de reconstruir o clube, recuperar sua estrutura e restabelecer uma gestão pautada pela transparência, pelo respeito ao estatuto e pela participação dos associados”, acrescenta o advogado que representa a Novo Tempo, Leonardo Rodrigues.
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A última eleição para a presidência do Federal ocorreu em 1994, quando Alexandre Euclydes Pinaud foi eleito. Após sua morte, sua filha assumiu o comando do clube e permaneceu à frente da administração por quase três décadas. A degradação da estrutura do espaço é apontada como uma das principais preocupações dos associados. Segundo relatos dos sócios, o espaço enfrenta há anos problemas de manutenção, como pisos soltos, parquinhos infantis quebrados, quadras poliesportivas depredadas, piscinas sem os cuidados necessários e acúmulo de entulhos. Os associados também fazem críticas à condução da gestão anterior e afirmam que o estatuto não teria sido observado e que faltava transparência na administração do clube.







