Debate mostra que conservação das águas demanda saneamento estratégico
Água, mar e território: os ativos ambientais do Rio foi o tema do último painel do Fórum VEJA RIO + Verde
Ações de implantação, revitalização e conservação de saneamento são essenciais quando se fala na preservação dos recursos hídricos do estado e se traduzem em resultados concretos, como a recuperação da Laguna de Araruama, na região dos Lagos, e da Praia do Flamengo. Essa é uma das principais conclusões do último painel do fórum VEJA RIO + verde, realizado nesta quinta (25), no Grand Hyatt, na Barra.
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A mediação de “Água, Mar e território: os ativos ambientais do Rio”, foi da repórter da revista, Carolina Ribeiro. Para o diretor institucional da Águas do Rio, Sinval Andrade, a percepção de valor do saneamento está atrelada à saúde. “Quando os nossos dejetos saem da nossa casa por meio de uma descarga e não voltam, a gente acha que todo o problema está resolvido. Mas coleta e tratamento de esgoto têm a ver com qualidade de vida e, posteriormente, a uma revolução socioeconômica. É uma melhoria de infraestrutura que promove um benefício mais amplo”, refletiu.
Para ser consistente, o planejamento precisa ser de longo prazo. “Estamos fazendo um trabalho de esgotamento sanitário na Maré, que vai se refletir em melhorias na baía de Guanabara. Em 2028, a gente espera que as praias da Ilha do Governador alcancem o mesmo sucesso que a do Flamengo”, avisou.
Monitorando a biodiversidade marinha há anos, o Presidente do Instituto Mar Urbano vem testemunhando os benefícios do saneamento nas águas abrigadas da cidade. “Pensei que nunca fosse conseguir mergulhar na Enseada de Botafogo. No ano passado, eu até filmei um peixe-morcego, algo que nunca achei que fosse acontecer na minha vida”, disse.
Ricardo explicou que em 1980, a baía de Guanabara abrigava 400 botos-cinza, mas esse número despencou. “Atualmente são 30, mas a diferença é que agora tem muita gente trabalhando na recuperação ambiental. Posso ver um futuro melhor para esses animais”, afirmou.
O ativista chamou a atenção para o impacto positivo na chamada economia azul. “Tem a valorização dos imóveis, a movimentação da economia informal, na praia, na escolinha de natação. Isso aquece de uma maneira tão grande, que os exemplos ficam visíveis e a conta fácil de entender”, declarou.
Conscientizar desde cedo sobre a preservação é uma das vertentes para que esses patrimônios naturais possam ter vida longa. “Além do planejamento responsável, a educação tem que andar alinhada com isso. Um dos projetos nas escolas é o Guardiões da Laguna, para que as crianças entendam a relevância desse ecossistema”, frisou a prefeita de Araruama, Daniela Soares, integrante do painel.
Além de movimentar atividades como a pesca, o incentivo aos esportes náuticos também está no radar da Prefeitura. “A gente sabe que o esporte salva vidas. Então, a ideia da escola náutica é mudar a vida dos jovens e das crianças da cidade, ao mesmo tempo em que valorizamos o nosso maior patrimônio”, afirmou. A revitalização da laguna deve trazer mais turistas. “A gente fala de outras cidades na redondeza, mas Araruama é maravilhosa. Falar de turismo é falar de vida e desenvolvimento”, assinalou.
Fórum VEJA Rio + Verde é uma realização da Editora Abril com apoio institucional da Prefeitura de Araruama e apoio da Prefeitura do Rio de Janeiro / Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima.





