As denúncias de pacientes contra clínica de cirurgia plástica em Laranjeiras

Pacientes denunciam perfurações, necroses e cortes irregulares. Inquérito investiga se médicos estrangeiros em pós-graduação atuavam sem supervisão.

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 20 out 2026, 17h56
Fachada de um hospital com paredes verde-limão e detalhes brancos. À esquerda, o letreiro GRUPO CALIXTO HOSPITAL em metal prateado. Duas plantas em vasos claros adornam a frente. A entrada principal tem portas de vidro refletindo carros estacionados e um tapete rosa no chão
Em investigação: Polícia Civil do Rio apura três mortes e outras trinta denúncias de pacientes de clínica do Grupo de Saúde Celita Toledo (TV Globo/Reprodução)
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A Polícia Civil do Rio investiga a morte de três mulheres e denúncias de pelo menos 30 pacientes que sofreram complicações graves após procedimentos na clínica de estética Grupo de Saúde Celita Toledo, em Laranjeiras, na Zona Sul. Segundo a apuração, alunos de pós-graduação estrangeiros realizavam cirurgias no lugar dos médicos responsáveis, causando deformidades, mutilações e sequelas permanentes.

As informações são do programa Fantástico, da TV Globo.

Entre as vítimas fatais estão a técnica de enfermagem Isabely Viana, de 42 anos, que sofreu várias paradas cardíacas durante um procedimento de cirurgia plástica, e Jéssica da Cruz, de 32 anos, morta por infecção após uma remodelação costal, técnica proibida no Brasil para fins estéticos.

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A investigação indica que alunos de outros países de pós-graduação faziam os procedimentos sem acompanhamento médico. Documentos da clínica também omitiam a participação dos estudantes nas cirurgias.

Fiscalizações do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) e da Vigilância Sanitária identificaram ausência de anestesistas e de sala de recuperação, além de medicamentos vencidos. Diante das irregularidades, o conselho abriu processo para interditar a clínica.

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A proprietária, Celita Toledo, nega as acusações. O inquérito policial também reúne relatos de outras 24 mulheres que afirmam ter sofrido sequelas e mutilações após procedimentos cirúrgicos.

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