Douglas Ruas pretende fundir secretarias no governo? Entenda

Equipe do governador eleito avalia promover um enxugamento administrativo

Por Da Redação 14 out 2026, 12h12 | Atualizado em 19 out 2026, 10h44
Homem de pele clara, cabelo curto e escuro, vestindo terno cinza e gravata azul-petróleo, fala em um microfone preto com detalhe vermelho, em um ambiente formal com painéis de madeira ao fundo
Governador eleito: Douglas Ruas (PL) inicia processo de transição  (Thiago Lontra/Alerj/Divulgação)
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O governador eleito do Rio Douglas Ruas (PL) anunciou, nesta terça (13), a gestora pública e socióloga Maria Gabriela Bessa como coordenadora da equipe de transição do Governo do Estado. Ela será responsável por conduzir a interlocução entre a administração do governador interino Ricardo Couto e a nova equipe. Os primeiros passos do processo começaram a ser dados na tarde de terça, quando Ruas se reuniu com Couto e, na sequência, partiu para a Assembleia Legislativa, onde exerce o cargo de presidente. Segundo o jornal O Globo, fontes do PL informaram que o futuro ocupante do Palácio Guanabara avalia promover um enxugamento administrativo.

Uma das propostas em estudo é a de unificar a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Obras Públicas (SEIOP), a Secretaria das Cidades e o Departamento de Estradas de Rodagem (DER), que é uma autarquia, sob o mesmo guarda-chuva. Para comandar essa superpasta de infraestrutura, o nome mais cotado seria o do prefeito de Itaboraí, Marcelo Delaroli (PL) — irmão do vice-presidente da Alerj, Guilherme Delaroli. Outra fusão em análise envolve as pastas de Turismo, Esportes e Eventos. Fontes próximas a Ruas disseram ao jornal, no entanto, que a viabilidade técnica e administrativa do arranjo ainda é avaliada.

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Douglas Ruas também estaria tratando, nos bastidores, devolver à Secretaria de Segurança o papel central no planejamento e na coordenação das ações das polícias Civil e Militar. A pasta foi extinta em 2019, pelo então governador Wilson Witzel, e recriada por seu sucessor, Cláudio Castro, em 2023. Mas perdeu protagonismo — o que a próxima gestão pretende reverter. No modelo em estudo, a PM e a Polícia Civil não teriam mais status de secretarias: os próximos comandantes das duas corporações responderiam ao secretário de Segurança.

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