Dois envolvidos em estupro coletivo de Copacabana vão responder por outro caso

Fato ocorreu em 2023, em Botafogo, e a participação dos agressores é semelhante a dinâmica do crime que chocou o país no início do ano

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 15 jun 2026, 16h04 | Atualizado em 15 jun 2026, 16h05
Mais um crime: Mattheus Verissimo Zoel Martins está envolvido em estupro coletivo em Botafogo ocorrido em 2023
Mais um crime: Mattheus Verissimo Zoel Martins está envolvido em estupro coletivo em Botafogo ocorrido em 2023 (reprodução/Divulgação)
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Dois envolvidos em estupro coletivo de Copacabana vão responder por outro caso Priorizar nos meus resultados Google

O nome de dois jovens envolvidos no estupro coletivo em Copacabana, que chocou o país em de janeiro de 2026, voltou a tona após uma nova denúncia feita. O caso em questão é sobre outra violência sexual conjunta que teria ocorrido em agosto de 2023, em Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

A 12ª DP (Copacabana) concluiu que dois adolescentes e um adulto estupraram uma menina, que na época era uma jovem de 14 anos. Este caso tem o envolvimento de dois dos cinco rapazes envolvidos no estupro coletivo de Copacabana.

Em 2023, ambos eram menores, e isso justifica a razão pela qual a 12ª DP solicitou à Justiça a busca e apreensão deles.

Um deles é o Mattheus Veríssimo Zoel Martins, que tinha 17 anos na ocasião. Agora ele está preso preventivamente pelo crime de Copacabana, cometido quando ele já era maior de idade. O caso de Botafogo ocorreu na residência de Mattheus, que na época tinha 17 anos.

Outro é o menor de idade que, segundo as investigações, em ambos os casos agiu de forma semelhante ao atrair os jovens para o encontro. Ele está internado por determinação da justiça pelo caso de Copacabana.

Mattheus e o outro menor vão responder por fato análogo a estupro coletivo qualificado, já que a vítima tinha 14 anos. Um outro jovem, Gabriel Oliveira Palmieri, de 24 anos, foi indiciado pelo crime, porém a polícia não pediu a prisão dele.

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A Legislação prevê que maiores de idade de até 21 anos possam cumprir medidas socioeducativas relativas a fatos análogos a crimes.

“Contrariando a minha descrença, a Polícia Civil não descansou. Isso é um acalanto para o nosso sofrimento. Minha filha foi grande e corajosa. Eu fico em paz, porque eu, sozinha, infelizmente só pude sofrer e rezar”, disse a mãe da menina à Rede Globo.

Segundo a vítima, ela foi atraída ao local pelo outro adolescente, de 14 anos, para um encontro privado. De acordo com o depoimento da mãe dela, prestado depois da repercussão do caso de Copacabana, após ir para o quarto com o menor, a jovem foi coagida a permitir a entrada dos outros rapazes, Matheus e Gabriel, então conhecido como De Paris.

Ainda segundo o relato, a vítima foi então submetida, por cerca de 1 hora e meia, a sexo forçado com o trio e foi agredida com tapas no rosto e socos na costela. Houve registro do abuso  que teriam sido postados, como forma de constrangimento.

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“Entendemos que a dinâmica é muito semelhante ao fato ocorrido este ano em Copacabana, quando o mesmo adolescente foi o responsável por atrair a vítima, e o relato da adolescente é muito consistente”, explicou Ângelo Lages, delegado responsável pelas investigações à Rede Globo.

“Temos vídeo das lesões, feito na época, e mensagens de telefone posteriores ao caso, que corroboram os fatos. Como Mattheus e o outro menor estão envolvidos em um crime similar recente, pedimos a busca e apreensão. Em relação ao Gabriel, pela ausência de contemporaneidade, entendemos que cabem medidas diversas da prisão. Ele foi indiciado também pelo crime de estupro coletivo qualificado”, prosseguiu Lages.

O Ministério Público já emitiu parecer favorável ao pedido de busca e apreensão dos adolescentes. O caso foi encaminhado à Vara da Infância e da Juventude.

A Polícia Civil requereu a aplicação de medidas cautelares alternativas à prisão, incluindo a proibição de se aproximar da vítima, devendo manter uma distância mínima de 100 metros; a vedação de qualquer tipo de contato com ela, por qualquer meio de comunicação; e a obrigação de comparecer periodicamente à Justiça.

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Nesse procedimento, caberá ainda a um promotor da Vara Criminal analisar a conclusão do inquérito e se posicionar sobre as solicitações apresentadas pela polícia.

Quando foi detido no início de março em razão do caso ocorrido em Copacabana, Mattheus foi questionado pelos investigadores sobre as acusações referentes a 2023, mas optou por permanecer em silêncio. O adolescente também não respondeu aos questionamentos feitos durante o depoimento.

Já Gabriel negou envolvimento no episódio, embora tenha admitido conhecer os demais jovens citados na investigação e frequentar a residência de Mattheus.

Em maio, a Vara da Infância e da Juventude da Capital já havia determinado a internação do adolescente menor envolvido no caso de Copacabana. A decisão levou em conta a gravidade do crime e a violência praticada contra a vítima, uma jovem de 17 anos.

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De acordo com a decisão judicial, o adolescente teria armado uma cilada para a vítima, com quem mantinha um envolvimento amoroso.

Como medida socioeducativa, foi determinada sua internação, sem autorização para participação em atividades externas, pelo prazo inicial de seis meses.

A decisão foi proferida pela juíza Vanessa Cavalieri, que ressaltou a gravidade dos atos atribuídos ao jovem e a necessidade de uma resposta mais severa, tanto para assegurar sua responsabilização quanto para favorecer seu processo de reabilitação.

Quatro adultos seguem presos e respondem na Justiça pelo mesmo crime: Mattheus, João Gabriel Xavier Bertho, Vitor Hugo Simonin e Bruno Felipe dos Santos Allegretti foram indiciados e denunciados por estupro coletivo qualificado (cometido em concurso de pessoas) e cárcere privado.

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