“Fala nervosinha”, rebate secretário de Lula após críticas de Paes

O prefeito admitiu que será candidato ao governo, mas se preocupa com a eleição indireta caso Cláudio Castro saia para disputar vaga no Senado

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 20 jan 2026, 17h33
André-Ceciliano-Eduardo-Paes
André Ceciliano e Eduardo Paes: ânimos exaltados pré-eleição (Rafa Neddermeyer/Agência Brasil e Leo Lemos/Veja Rio)
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Ainda faltam nove meses para as eleições, mas os ânimos estão exaltados nas esferas de poder.

O prefeito Eduardo Paes (PSD) finalmente admitiu, de forma oficial, a pré-candidatura ao governo do estado. Paes também declarou apoio à reeleição do presidente Lula.

“Acho que o estado carece de liderança política, gestão, autoridade, conduta correta na hora de conduzir as políticas públicas. É algo que vem na minha cabeça há algum tempo. Ao longo dos últimos meses fui formando minha decisão sobre isso.

No entanto, ele também chamou a atenção para a possível eleição indireta que o Rio de Janeiro poderá ter caso o governador Cláudio Castro (PL) saia do cargo em abril para disputar o Senado.

O Rio está sem vice-governador desde que Thiago Pampolha foi para o Tribunal de Contas do Estado (TCE) e Rodrigo Bacellar, que presidia a Alerj, foi preso em dezembro de 2025 pela Polícia Federal durante a Operação Unha e Carne, suspeito de ter vazado informações sigilosas sobre outra operação policial que levou à prisão do então deputado estadual TH Joias, associado ao Comando Vermelho.

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A Assembleia Legislativa, portanto, teria que eleger alguém para comandar o Palácio Guanabara até o fim do ano.

Paes disparou contra André Ceciliano (PT), secretário de Assuntos Legislativos do Palácio do Planalto e ex-presidente da Assembleia Legislativa (Alerj), cuja candidatura é ventilada para a disputa indireta.

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“Se Bacellar estiver patrocinando alguma candidatura para práticas de conexão com o crime, como o Comando Vermelho, continuarem no estado, não vai ter o apoio do PSD. Quem votar em candidatura patrocinada pelo deputado Bacellar será expulso do partido”, vaticinou o prefeito. “É o que me parece do que se especula da candidatura do André Ceciliano, que aliás era o único nome do PT que não tinha declarado voto em mim, e sim no deputado Bacellar para governador. A candidatura dele, para mim, significa a continuidade do Bacellar”, atestou.

Ceciliano rebateu o alcaide, chamando as declarações de “fala nervosinha”.

“Em nenhum momento coloquei meu nome como candidato a coisa alguma em 2026, a não ser a deputado estadual, mas percebo na fala nervosinha do prefeito que ele está dando uma importância a mim maior do que eu imaginava. Tenho sido procurado por deputados de diferentes matizes ideológicas sobre a possibilidade de disputar essa eleição indireta, mas já disse que esse projeto só fará sentido se, de alguma forma, isso vier a contribuir para a reeleição do presidente Lula no Rio, que precisa de um palanque no estado berço do bolsonarismo”, afirmou Ceciliano.

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