Feminicídio: mais da metade dos autores de crimes têm antecedente criminal

Dossiê Mulher 2024, do Instituto de Segurança Pública (ISP), mostra que 85% das vítimas foram mortas dentro de casa

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 10 dez 2024, 14h25
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Feminicídio: protesto em frente à Câmara de Vereadores  (Fernando Frazão/Agência Brasil)
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O Dossiê Mulher 2024, elaborado pelo Instituto de Segurança Pública (ISP) do Rio de Janeiro, com base nos registros de ocorrência de crimes relacionados à violência contra a mulher no ano passado foi divulgado nesta terça (10).

A pesquisa mostra que 83% dos 99 feminicídios ocorridos em 2023 tiveram fatores fúteis como a principal motivação, a exemplo de brigas (42 casos), o término do relacionamento (20), ciúmes (17) e desconfiança de traição (6).

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Uma novidade do material, divulgado anualmente, é um estudo do perfil dos agressores. Os pesquisadores apontam que a maioria dos autores de feminicídios utilizou facas ou armas de fogo.

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Além disso, em 15 dos 99 casos registrados, os crimes foram cometidos na presença dos filhos das vítimas e, entre os autores identificados, 57% tinham antecedentes criminais.

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A maior parte desses registros tem a violência doméstica como principal causa. Após o crime, 70% foram presos, seja em flagrante, após investigação ou de forma voluntária.

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Outro fator inédito do Doissê Mulher é o que mostra o consumo de álcool e drogas por parte dos agressores: entre os 103 autores identificados (em alguns casos, houve mais de um agressor), 21 faziam uso de álcool e drogas, quinze apenas de drogas e outros quinze apenas de álcool.

Além disso, 85% das vítimas foram mortas dentro de casa, 62% eram negras e quase metade tinha entre 30 e 59 anos. Companheiros e ex-companheiros foram responsáveis por cerca de 80% dos feminicídios. Embora alarmantes, os números de feminicídios caíram 11% em relação a 2022 (111 casos).

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