Como foi o acidente em Ipanema que matou filha de diplomatas

Mariana Tanaka Abdul Hak, de 20 anos, morava na Europa e tinha acabado de chegar ao Rio quando foi atropelada por uma van, no sábado (20); a mãe também se feriu

Por Da Redação 19 Maio 2026, 12h02
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Mariana Tanaka Abdul Hak: atropelamento de jovem em Ipanema ocorre em meio ao aumento dos casos de homicídio culposo no trânsito do estado (Intagram/Reprodução)
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A Polícia Civil investiga um atropelamento que terminou com a morte de uma jovem e deixou outras duas pessoas feridas na tarde de sábado (16), em Ipanema. Mariana Tanaka Abdul Hak, de 20 anos, é filha dos diplomatas Ibrahim Abdul Hak Neto, atualmente assessor especial no gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e Ana Patrícia Neves Abdul Hak, cônsul-adjunta do Brasil em Buenos Aires. Ana Patrícia estava com a filha no momento do acidente e é uma das feridas. Um homem que seria entregador também ficou ferido, mas não há informações sobre o estado de saúde.

Mariana chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no domingo (17). Formada em administração de empresas, ela morava na Europa e havia chegado naquele mesmo dia ao Rio, onde pretendia morar e começar a trabalhar em uma multinacional do setor de cosméticos com quem tinha acabado de firmar contrato. A jovem tinha acabado de deixar as malas no novo apartamento e saído para passear com Ana Patrícia, que estava na cidade para ajudar na mudança da filha. Ela e a outra vítima foram levados para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, e liberados.

Segundo relatos de pessoas que viram o acidente, o motorista de uma van de entregas teria tentado desviar de um ciclista, entre as ruas Vinicius de Moraes e Visconde de Pirajá, perdido o controle da direção e invadido a calçada, atingindo vítimas. Em depoimento, porém, o condutor não citou qualquer ciclista. Segundo ele, o volante do veículo travou e, sem conseguiu mudar de faixa, acabou subindo na calçada, onde estavam as vítimas. A van envolvida no atropelamento foi apreendida, e o caso é investigado pela 14ª DP (Leblon).

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O embaixador Ibrahim Abdul Hak Neto esteve no Rio de Janeiro nesta segunda (18) para cuidar dos trâmites para a liberação do corpo e o traslado para São Paulo, onde vive a maior parte dos parentes. Mariana morou em países como Reino Unido, Venezuela, Bélgica, Líbano, França e Itália. Ela se formou em administração pela ESCP Business School, em Turim, e era fluente em português, inglês, espanhol e francês. De acordo com o pai, a jovem sofreu múltiplas fraturas e morreu devido a um traumatismo craniano. O corpo de Mariana será trasladado para São Paulo. O velório e enterro estão previstos para quinta-feira (21). Ana Patrícia já recebeu alta, mas segue em cadeira de rodas e deverá passar por um check-up em São Paulo.

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