Fórum VEJA RIO Educação: os alunos de hoje precisam de formação crítica
Aimportância da saúde mental e as competências necessárias para a inserção no mercado de trabalho também foram abordadas no evento
Tecnologias como a IA generativa podem parecer uma grande ameaça, mas guardam oportunidades, como a personalização do ensino e o aumento do interesse do aluno pelo aprendizado.
Essa foi uma das avaliações do painel O Futuro Começa na Sala de Aula, que abriu a primeira edição do Fórum VEJA RIO Educação, realizado no Hotel Fairmont, em Copacabana, no dia 30 de julho.
O debate, mediado pela editora-executiva de VEJA, Monica Weinberg, reuniu Andréa Marinho, consultora da Firjan; Renata Aranha, coordenadora do curso de medicina do Instituto D’Or e da Rede Ciência para a Educação; e Renan Ferreirinha, deputado federal e secretário municipal de Educação do Rio entre 2021 e 2026.
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“A escola não pode ser chata. Ela precisa ser atrativa para os jovens que, em breve, vão ingressar no mercado de trabalho. Afinal, a instrução permite a ascensão social”, pontuou Ferreirinha.
“O professor, nesse novo contexto, é um mediador entre o estudante e a tecnologia”, opinou Andréa.
Na abertura do evento, a editora-chefe da revista, Fernanda Thedim, frisou que falar sobre o tema é ir além da sala de aula.
“A educação é capaz de mudar a trajetória de uma pessoa, reduzir desigualdades, impulsionar a economia e tornar uma cidade resiliente.”
Um dos assuntos na ordem do dia entre educadores, a saúde mental de crianças, adolescentes e professores passa por políticas públicas, a valorização do magistério, pelo resgate de dinâmicas de bem-estar e até pelas horas de sono.
A segunda mesa do fórum, conduzida pela repórter de VEJA RIO Paula Autran, contou com a participação do secretário de educação de Maricá, Rodrigo Moura; Arthur Antunes Santos Alexandre, assessor educativo do Alfacem Global Academy; e do pediatra e psiquiatra da infância e adolescência do Instituto Fernandes Figueira, da Fiocruz, Orli Carvalho.
“A escola tem que ensinar que, assim como a felicidade, a tristeza existe”, apontou Moura, chamando a atenção para o fato de que, assim como a medicina, a licenciatura deveria ser apenas presencial, porque nada substitui o poder da troca ao vivo, ainda mais quando se formam docentes.
Já Alexandre ressaltou a necessidade das famílias se engajarem no cotidiano escolar dos estudantes, porque a formação deve ser compartilhada. O ingresso em um mercado de trabalho em plena transformação foi o assunto do painel final, mediado por Marcela Capobianco, editora-assistente de VEJA RIO.
“Aprender a aprender é a habilidade mais rica a ser compartilhada, porque ajuda o jovem a ter adaptabilidade e flexibilidade na vida universitária e no dia a dia profissional”, afirmou o diretor pedagógico do Alfacem Global Academy, Bruno Fernandes do Amaral. Rossano Marques, CEO do Grupo Yduqs, que tem Estácio e Ibmec no portfólio; e a secretária estadual de educação do Rio, Luciana Calaça, completaram o debate.
“Algoritmo nenhum vai substituir o colo e o acolhimento que só um bom professor pode oferecer”, resumiu a secretária.
Em junho, a revista realizou o Fórum VEJA RIO + Verde e, agora, ao reunir especialistas para falar sobre educação, o veículo confirma a sua vocação para extrapolar as páginas e avançar em discussões essenciais.
“Celebramos os 35 anos de VEJA RIO relembrando personagens e iniciativas que evidenciam a evolução da cidade”, destacou Andrea Abelleira, vice-presidente de publishing da Editora Abril. Para planejar o futuro, enfrentar os desafios do presente é imprescindível.
Fórum VEJA Rio Educação é uma realização da Editora Abril com patrocínio do Alfacem Global Academy, apoio da Prefeitura de Maricá e Senac e parceria do Hotel Fairmont.







