Menor felino do Brasil é visto novamente no Parque da Pedra Branca

De hábitos noturnos e comportamento solitário, gato-do-mato-pequeno reaparece em trilhas da Mata Atlântica após monitoramento da fauna silvestre

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 28 Maio 2026, 15h35
Flagra silvestre: O gato-do-mato-pequeno registrado pelas câmeras de pesquisadores no Parque da Pedra Branca
Flagra silvestre: O gato-do-mato-pequeno registrado pelas câmeras de pesquisadores no Parque da Pedra Branca (Diego Monsores/Divulgação)
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Parece com um gato doméstico mas não é! O animal pequeno, que costuma pesar entre 2 a 3 quilos, de pelagem amarelada coberta por manchas pretas é o gato-do-mato-pequeno (Leopardus guttulus), o menor felino selvagem do Brasil.

O animal voltou a aparecer nas trilhas da Mata Atlântica do Rio após ser registrado por câmeras de monitoramento no núcleo Piraquara do Parque Estadual da Pedra Branca, em Realengo. 

A espécie é considerada vulnerável e depende de áreas preservadas de Mata Atlântica para sobreviver

De hábitos noturnos e comportamento solitário, o felino chama atenção pelos olhos grandes e pela cauda longa. Silencioso, o animal percorre a mata em busca de pequenos roedores, aves, lagartos e anfíbios.

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O registro da volta do gato-do-mato-pequeno integra um levantamento da fauna silvestre realizado ao longo dos últimos três anos pelo Instituto Estadual do Ambiente em parceria com o Projeto Fauna Transcarioca.

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As imagens foram obtidas por câmeras camufladas instaladas em trechos da Trilha Transcarioca que atravessam a unidade de conservação.

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— Quando vi o gato-do-mato-pequeno passando pela trilha, comemorei. Essa é uma espécie que habita áreas bem preservadas e sua presença comprova a qualidade ambiental do parque, mesmo inserido em uma área urbana — afirmou o pesquisador e coordenador de voluntariado da Trilha Transcarioca, Diego Monsore.

Para além do gato-do-mato-pequeno, o levantamento identificou outras 20 espécies de mamíferos silvestres na região, entre elas paca, cutia, cachorro-do-mato, tapiti e furão-pequeno. Algumas delas nunca haviam sido registradas anteriormente na vertente Piraquara, área historicamente afetada por incêndios florestais e desmatamento.

Com mais de  14 mil hectares, o Parque Estadual da Pedra Branca se estende por 17 bairros das zonas Oeste e Sudoeste do Rio. A unidade surgiu com o objetivo de conservar áreas remanescentes da Mata Atlântica e proteger fontes de água impactadas pelo avanço urbano.

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