Gigi Barreto relata veto no Iate Clube após festa com drag queens em casa

Cenógrafa diz ter recebido resposta áspera ao questionar rejeição e defende mais diálogo e diversidade na sociedade carioca

Por Ana Beatriz Aprigio 25 Maio 2026, 17h35 | Atualizado em 25 Maio 2026, 17h38
Gigi Barreto x Iate Clube: cenógrafa fala sobre 'Bola Preta' e expõe grosseria do clube
Gigi Barreto x Iate Clube: cenógrafa fala sobre 'Bola Preta' e expõe grosseria do clube (Reprodução/Instagram)
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A cenógrafa Gigi Barreto expôs, neste domingo (24), uma situação que muita gente conhece, mas pouca gente comenta: a famosa “bola preta” em clubes tradicionais do Rio de Janeiro.

Em um vídeo publicado em sua conta pessoal no Instagram, Gigi relata que, ao tentar se tornar sócia do Iate Clube do Rio de Janeiro, na Urca, foi prontamente barrada.

Sem entender o motivo de não poder frequentar o clube com o marido e as duas filhas, a cenógrafa entrou em contato com a secretaria do estabelecimento e recebeu uma resposta áspera: “Assim como não tive que justificar o motivo para o Roberto Carlos, não preciso te responder”.

Ela associa a rejeição a uma postagem recente em que mostrou uma festa realizada em casa com amigos e drags caracterizadas como Shakira, Madonna e Lady Gaga. A publicação ainda foi acompanhada de um apelo para que o prefeito traga Beyoncé ao Rio.

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“Acredito mais em pontes do que em cisão. Nunca foi sobre ser aceita ou pertencer a uma elite. Mas acho que o Brasil precisa de mais diálogo e menos divisão”, disse no vídeo.

Gigi também relembrou sua trajetória: “Sou uma mulher cis, casada com um nova-iorquino naturalizado nessas terras tropicais”.

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A cenógrafa é filha de João, um cearense semianalfabeto que desembarcou no Rio em 1962 vendendo cachorro-quente e que, mais tarde, participou, com seus quiosques, da transformação da orla da Barra da Tijuca em “um dos lugares mais diversos e plurais do Rio de Janeiro”.

Segundo ela, a mãe fazia questão de manter as portas de casa sempre abertas, acolhendo gays e travestis.

A volta ao passado ajuda a explicar uma das reflexões feitas em seu depoimento: a de que acreditava que, em 2026, o Brasil estaria preparado para conviver pacificamente com mulheres como ela. “Não existe nada mais chique e civilizado do que conviver de forma pacífica e diversa”, acrescentou.

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