Golfinhos encantam banhistas e indicam boa chance para selo internacional

Praia do Arpoador está concorrendo ao certificado Bandeira Azul, junto com a Praia do Diabo, próxima ao Parque Garota de Ipanema

Por Agência Brasil Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 23 mar 2026, 11h40 | Atualizado em 24 mar 2026, 10h18
Golfinhos no Arpoador: presença dos mamíferos é bom bioindicador
Golfinhos no Arpoador: presença dos mamíferos é bom bioindicador (Gabriel Klabin/Reprodução)
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Golfinhos encantam banhistas e indicam boa chance para selo internacional Priorizar nos meus resultados Google

Os frequentadores da Praia do Arpoador, em Ipanema, foram surpreendidos no domingo (22) pela presença de um agrupamento de golfinhos, incluindo muitos filhotes.

Em entrevista à Agência Brasil, o coordenador do Projeto Golfinho Rotador, José Martins, identificou que, aparentemente, se tratava de golfinhos da espécie nariz-de-garrafa ou flipper personagem principal da série de televisão do mesmo nome, cujo nome científico é Tursiops truncatus.

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Essa é a mais famosa e conhecida espécie de golfinho de todo o mundo, em função de sua distribuição ao longo de águas costeiras e oceânicas em todos os mares do planeta, à exceção dos mares polares.

No domingo (22), quando se comemora o Dia Mundial da Água, o especialista considerou que a presença do grupo de golfinhos na costa carioca é muito bom do ponto de vista ambiental.

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“Esses golfinhos são bioindicadores. Se estão aparecendo nas praias do Rio é porque as condições ambientais estão boas. Quando o mar está calmo como o de hoje, as fêmeas costumam buscar a área protegida situada entre a Ilha das Cagarras e o Arpoador, em busca de comida ou para socializar e cuidar de seus filhotes”, afirmou.

O oceanógrafo e ambientalista destacou também que a existência de barcos de pesca no mar, próximo ao local, indicava a presença de peixes naquela região. “E os dois golfinhos e pescadores estão querendo a mesma coisa”, frisou.

Os golfinhos costumam utilizar o litoral do Rio como área de reprodução, mas Martins descartou essa possibilidade. “Normalmente, eles se reproduzem ao longo de todo o ano. Como os animais vistos hoje estavam acompanhados de filhotes, isso significa que não estão em pico reprodutivo”, analisou Martins.

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Registros em vídeo e foto rapidamente ganharam espaço nas redes sociais. Entre as imagens mais compartilhadas, estão as do designer industrial Gabriel Klabin. Há quase duas décadas, ele trabalha com drones e tecnologias aéreas e tem um projeto autoral para observar e documentar paisagens, mar e vida selvagem.

“A ideia é criar imagens que aproximem as pessoas da natureza e tragam uma percepção mais sensível do território”, conta o designer. “O planejamento desse trabalho mistura técnica e intuição. Tem uma parte importante de estudo, mas também depende muito de estar presente, observar e respeitar o tempo das coisas”, conclui.

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