Governador Ricardo Couto pretende recuperar dinheiro perdido com Banco Master

Há dois meses no posto, desembargador afirmou que vai à Justiça para ressarcir o fundo de pensão

Por Da Redação 28 Maio 2026, 12h09
Gestão Pública: atual governador em exercício, Ricardo Couto, fez balanço dos dois meses na pasta
Privacidade violada?: foram encontradas escutas no gabinete do atual governador do Rio, Ricardo Couto. (Brunno Dantas TJRJ/Divulgação)
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A gestão do atual governador em exercício, Ricardo Couto, completou dois meses no último sábado (23). Em entrevista à Miriam Leitão, na Globonews, o desembargador afirmou que pretende recuperar o dinheiro perdido com o Rioprevidência investido no Banco Master. E complementou que vai à Justiça para ressarcir o fundo de pensão. “A partir do instante que o Estado faz um investimento em uma instituição que quebra, tem que ter os mecanismos judiciais para buscar esse valor. E o Estado está tomando todas as medidas nesse sentido”, disse o governador. 

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O chefe de Estado afirmou ainda que não deve esperar a delação premiada de Daniel Vorcaro para recuperar os 3,7 bilhões de reais — segundo estimativa da Polícia Federal — que foram investidos pelo fundo de pensão de aposentados e pensionistas. “Eu tenho muita fé que o Estado venha a recuperar esses valores. Em um primeiro momento, é ir ao próprio Master e tentar buscar o que foi investido e se perdeu. Depois, nós podemos ir àqueles que são investidores do banco. Já está sub judice”, explicou Couto. 

 

 

Ao longo da entrevista, também foram abordados temas como a exoneração de 2 700 funcionários comissionados — segundo ele, “nomeados e não concursados” — desde que assumiu o posto. “O critério é a necessidade efeitva para dar a prestação que a sociedade espera. O Estado do Rio possui 32 secretarias. Parece-me que é o com maior número do país. São Paulo, por exemplo, tem 14”, ponderou o governador. 

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Outro assunto foi as próximas eleições e como será a sucessão do cargo. “Minha ideia era fazer uma transição sem tocar no governo, permitindo que aqueles que têm a legitimidade popular pudessem proceder a essas atividades”, sugeriu o governador, que disse haver certa delonga sobre o formato da eleição para o Executivo fluminense após a renúncia de Cláudio Castro. “O Estado não pode ficar parado”, acrescentou. 

O governador afirmou ainda que pretende desapropriar o terreno da Refit em Manguinhos, sem descaracterizar a sua função industrial. O tema da segurança pública também colocado em pauta: “Não adianta o aparato de segurança do estado, a Polícia Militar entrar nessa comunidade se ela não está urbanizada, se nós não temos outros tipos de entrega nessa comunidade. O poder público tem que entrar”.

Ao final, Couto cobrou responsabilidade cívica da população nas urnas. “Eu acho que os eleitores têm que assumir um papel de responsabilidade muito grande no processo eleitoral. Os eleitores têm que saber exatamente aquilo que desejam. É uma questão complexa porque envolve educação do eleitorado, como o eleitorado obtém informação, como nós podemos controlar as fake news”, encerrou. Eis o “X” da questão.  

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