Irmãs moradoras do Rio entram para o Livro dos Recordes por longevidade
Certificado de 'Trio de irmãos mais longevo do mundo' foi concedido a Levita (109 anos), Zoraide (104) e Zulina (103), que nasceram em Sergipe, mas vivem aqui
Moradoras do Rio, Levita de Deus Nunes, de 109 anos, Zoraide de Deus Mota, de 104, e Zulina de Deus Nunes, de 103, acabam de entrar para o Guinness World Records. Elas formam o trio de irmãos vivos mais longevo do mundo. Juntas, acumulam 316 anos de vida. “O segredo é saber viver”, disse a caçula Zulina ao portal G1 em entrevista recente. Já Zoraide afirmou que não existe fórmula: “Tem que viver tranquilo, não fazer mal a ninguém e pensar no dia de amanhã”. Levita, a mais velha, acredita que a longevidade é “graça a Deus”.
O reconhecimento internacional se deu na última terça (23) e foi possível após um processo de validação conduzido pela LongeviQuest, organização especializada em pesquisa e certificação de casos de longevidade extrema e parceira oficial do Guinness World Records na análise desse tipo de recorde. Foi uma postagem nas redes sociais por ocasião dos 108 anos de Levita que chamou a atenção dos pesquisadores. A partir daí, foi iniciada uma investigação para confirmar a idade das três. Segundo a LongeviQuest, foram analisados documentos produzidos em diferentes fases da vida das irmãs, como certidões de nascimento, certidões de batismo, certidões de casamento, carteiras de trabalho e documentos atuais de identificação. De acordo com a organização, além de registrar casos raros de longevidade, o trabalho fornece dados importantes para pesquisas sobre o envelhecimento humano.
Nascidas em Cedro de São João, no interior de Sergipe, as irmãs cresceram em uma família de oito filhos, em uma época em que a alimentação vinha da própria produção da casa. O leite era tirado das vacas e cabras criadas pelo pai, frutas, verduras e legumes eram cultivados no quintal, e o milho era ralado manualmente para a produção de cuscuz. Ainda segundo o G1, anos depois, elas se mudaram para o Rio de Janeiro, onde construíram suas famílias e vivem até hoje, cercadas por filhos, netos, bisnetos e tataranetos.





