“Tentei proteger meu irmão”, diz jovem baleada pela PRF no Natal

Juliana Rangel, que foi atingida na cabeça, deixou o CTI e se recupera na enfermaria do Hospital Adão Pereira Nunes

Por Da Redação 27 jan 2025, 15h28
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Juliana Rangel: 'Eu voltei, gente, por um milagre' (TV Globo/Reprodução)
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Baleada cabeça pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na véspera do Natal, Juliana Rangel disse que quis proteger o irmão, que é deficiente visual, ao perceber que o carro onde estava era alvo de tiros dos agentes. “Aconteceu muito rápido. Eu tomei o tiro tentando salvar o meu irmão. Eu mandei o meu irmão abaixar, porque ele é deficiente visual. E eu, vendo se ele tava agachado, tomei o tiro”, relembrou ela, que deixou o CTI no sábado (25) e se recupera na enfermaria do Hospital Adão Pereira Nunes, em entrevista ao Fantástico, da TV Globo, neste domingo (26).

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Na noite do dia 24 de dezembro, a família de Juliana seguia para a casa de parentes em Niterói, quando o veículo foi alvo de disparos na Rodovia Washington Luís, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. O pai dela dirigia o carro. A mãe estava ao lado e, no banco de trás, Juliana, o irmão e a namorada dele. “Eu lembro que foi policial, olhei pra trás. Eu olhei, porque quando falou que era tiro, eu não acreditei”, contou.

Juliana já consegue falar e dar primeiros passos. Durante a recuperação no CTI, ela ficou entubada e passou por uma traqueostomia — uma abertura na base da garganta para passagem de ar. Por isso, ainda fala com dificuldade: “Quero agradecer a todos que acreditaram em mim, que eu ia voltar. Eu voltei, gente, por um milagre”.

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Os três agentes envolvidos na ação – Leandro Ramos da Silva, Camila de Cássia Silva Bueno e Fábio Pereira Pontes – foram afastados e tiveram as armas apreendidas. Em depoimento, eles reconhecem que atiraram contra o veículo da família. Os policiais alegam terem ouvido disparos e deduzido que os tiros vinham do carro da família de Juliana. Em nota, a PRF disse que “as investigações seguem em andamento, aguardando a conclusão da perícia técnica criminal do local de crime”.

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