Luzes por toda parte: a guerra pela atenção na Cidade do Rock

Sete palcos, roda gigante, montanha-russa, kabum, espetáculo imersivo, refil de café, brindes e LEDs espalhados por toda a parte atraem e distraem público

Por Pedro Coutinho 11 set 2026, 21h20 | Atualizado em 11 set 2026, 21h47
Pessoas em um festival noturno, com uma roda-gigante iluminada em vermelho e branco à esquerda, e estandes com luzes coloridas ao fundo. O céu está escuro com tons alaranjados do pôr do sol, e árvores escuras em primeiro plano.
Show de luzes: LEDs e ativações disputam o olhar do público por todos os lados na Cidade do Rock (Pedro Coutinho/Veja Rio)
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Mais do que um festival de música, uma das propostas do Rock in Rio — como tudo hoje em dia — é ser uma experiência. Com um visuais estilizado e LEDs por todos os lados, a Cidade do Rock é centro de uma disputa pela atenção do público.

Só os palcos principais totalizam sete: Mundo, Sunset, Supernova, Palco Favela, New Dance Order, Global Village e Espaço Favela — sem contar com os shows paralelos, como as constantes atrações no estande da Lagunitas e pequeno espaço próximo ao Megadrop TIM, uma espécie de kabum. 

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Falando na atração, o festival se tornou um verdadeiro parque de diversões com montanha-russa, roda gigante, tirolesa e o discovery — parecido com os famosos barcos piratas. Uma novidade desse ano que tem atraído o público é o Ecco, um espetáculo sensorial de cerca de vinte minutos de duração.

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Duas cenas noturnas: à esquerda, uma igreja de madeira iluminada, com um relógio na torre e uma pessoa de vermelho no altar, observada por uma multidão. À direita, um brinquedo de parque de diversões alto, com luzes vermelhas e brancas, e a palavra SUPER no topo, com pessoas ao redor
Da Capela aos brinquedos: atrações transformam festival em “experiência” (Pedro Coutinho/Veja Rio)

O show fica ao lado da Rota 85, um dos ambientes mais instagramáveis da Cidade do Rock. Junto de uma estátua do Roberto Medina, também fica um sapato gigantesco sujo de lama — em referência a primeira edição do festival. Um pouco mais à frente um ator fantasiado de Elvis tira foto com a plateia do evento, que faz fila em frente à atração. 

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Duas cenas de eventos noturnos. À esquerda, um carro branco em primeiro plano, pessoas e um jogo de corrida em tela grande com carros coloridos e letreiros de décadas. À direita, um palco com um homem sentado ao microfone, uma mulher no sofá laranja e outra pessoa em pé, com o logo Lagunitas Day Time na parede azul
Shows paralelos e ativações: tem até karaokê (Pedro Coutinho/Veja Rio)

Na parte alimentícia, um sucesso são os copos de refil da Três Corações. A empresa também é uma das diversas patrocinadoras do evento a criar filas enormes com jogos que rendem brindes aos participantes. Algumas atrações exigem hora marcada com antecedência, à exemplo da Schweppes, outras tem um tempo de espera que pode chegar a quatro horas, caso da Philco. Para os que preferem dar o show ao invés de assistir, a Volkswagen preparou até uma competição de karaokê.

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Duas lojas noturnas: à esquerda, um café gelado com fachada de gelo e letreiros neon CAFÉ GELADO e 3 corações; à direita, uma loja de roupas rústica de madeira com araras e manequins, iluminada por luzes quentes
São tantas atrações: público enche umas, enquanto outras ficam mais vazias (Pedro Coutinho/Veja Rio)

Com tanta opção, a Feira Hype ficou praticamente vazia ao longo do festival. De fato, as compras — e, em alguns casos, até os músicos — acabam sendo ofuscados pelas luzes e brindes dos patrocinadores. O excesso de informação pode parecer confuso, mas é uma resposta condizente a um momento em que a economia da atenção guia o entretenimento com o maior número de estímulos possível.

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A cobertura do Rock in Rio por VEJA Rio é um oferecimento de TIM.

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