Luzes por toda parte: a guerra pela atenção na Cidade do Rock
Sete palcos, roda gigante, montanha-russa, kabum, espetáculo imersivo, refil de café, brindes e LEDs espalhados por toda a parte atraem e distraem público
Mais do que um festival de música, uma das propostas do Rock in Rio — como tudo hoje em dia — é ser uma experiência. Com um visuais estilizado e LEDs por todos os lados, a Cidade do Rock é centro de uma disputa pela atenção do público.
Só os palcos principais totalizam sete: Mundo, Sunset, Supernova, Palco Favela, New Dance Order, Global Village e Espaço Favela — sem contar com os shows paralelos, como as constantes atrações no estande da Lagunitas e pequeno espaço próximo ao Megadrop TIM, uma espécie de kabum.
+ Para receber VEJA RIO em casa, clique aqui
Falando na atração, o festival se tornou um verdadeiro parque de diversões com montanha-russa, roda gigante, tirolesa e o discovery — parecido com os famosos barcos piratas. Uma novidade desse ano que tem atraído o público é o Ecco, um espetáculo sensorial de cerca de vinte minutos de duração.
O show fica ao lado da Rota 85, um dos ambientes mais instagramáveis da Cidade do Rock. Junto de uma estátua do Roberto Medina, também fica um sapato gigantesco sujo de lama — em referência a primeira edição do festival. Um pouco mais à frente um ator fantasiado de Elvis tira foto com a plateia do evento, que faz fila em frente à atração.
Na parte alimentícia, um sucesso são os copos de refil da Três Corações. A empresa também é uma das diversas patrocinadoras do evento a criar filas enormes com jogos que rendem brindes aos participantes. Algumas atrações exigem hora marcada com antecedência, à exemplo da Schweppes, outras tem um tempo de espera que pode chegar a quatro horas, caso da Philco. Para os que preferem dar o show ao invés de assistir, a Volkswagen preparou até uma competição de karaokê.
Com tanta opção, a Feira Hype ficou praticamente vazia ao longo do festival. De fato, as compras — e, em alguns casos, até os músicos — acabam sendo ofuscados pelas luzes e brindes dos patrocinadores. O excesso de informação pode parecer confuso, mas é uma resposta condizente a um momento em que a economia da atenção guia o entretenimento com o maior número de estímulos possível.
A cobertura do Rock in Rio por VEJA Rio é um oferecimento de TIM.






