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Macaco-prego agressivo invade casas e morde moradora do Santa Marta

Animal silvestre constuma circular por becos e lajes durante a madrugada, impactando na rotina da comunidade

Por Da Redação
28 jan 2026, 12h05 •
Comportamento Agressivo: macaco-prego invadiu casas e mordeu moradora no Morro Santa Marta
Comportamento Agressivo: macaco-prego invadiu casas e mordeu moradora no Morro Santa Marta (Redes Sociais/Reprodução)
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  • Um macaco-prego tem tirado o sono de moradores do Morro Santa Marta, em BotafogoNo dia 18 de janeiro, o animal atacou a monitora de transporte escolar Rosangela Carmo, que tentou evitar que ele se aproximasse e levou uma mordida de raspão. “Quando tentei me afastar, ele me mordeu. Não foi profundo, mas fiquei assustada”, contou a moradora ao G1. Após o incidente, Rosangela buscou atendimento médico no Hospital Municipal Rocha Maia, onde tomou vacinas e soro antirrábico — protocolo aplicado para evitar a transmissão de doenças. 

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    Outros residentes da comunidade também compartilharam momentos de tensão com a presença do macaco-prego. Há relatos de invasão de casas e destruição de objetos nos últimos quinze dias. Segundo moradores, o animal costuma circular por becos e lajes durante a madrugada, por volta de 4h e 5h, e no início da manhã, impactando na rotina da vizinhança. Entre as medidas de segurança adotadas, estão manter portas e janelas fechadas. 

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    Morador do Santa Marta, o guia de turismo Thiago Firmino conta que é comum ver macacos no local em função da proximidade com a mata. Entretanto, o profissional avalia que este animal tem apresentado comportamento agressivo. “Os macacos aparecem em grupo, pegam comida e voltam para a mata. Este fica circulando sozinho, entra nas casas, abre janelas, geladeiras e armários. É um animal adulto, aparentemente estressado e com fome”, relatou ao G1. 

    Ainda segundo o guia, os moradores estão em estado de alerta com medo do macaco morder uma criança. Mãe de dois filhos pequenos, Álissa Paulino contou que o macaco invadiu sua casa quatro vezes e causou prejuízos. “Ele conseguiu entrar, revirou coisas, danificou alimentos. É um pânico dentro de casa”, desabafou Álissa, que passou a manter a casa toda fechada mesmo em dias de calor intenso. “É como viver em um cárcere”, disse a moradora, que chegou a acionar o Corpo de Bombeiros. 

    Em nota, o Corpo de Bombeiros e a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima (SMAC), por meio da Patrulha Ambiental, informaram que o macaco-prego é um animal silvestre em vida livre, que circula em área urbana inserida no Parque Nacional da Tijuca. Não há indicação técnica de resgate do animal enquanto estiver circulando em área aberta. Os órgãos orientam a população a não dar comida para estes animais para não causar qualquer tipo de comportamento agressivo nem criar uma relação de condicionamento físico, evitando que o bicho se aproxime. 

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