Um ano após megaoperação na Penha e Alemão, 33 alvos seguem foragidos
Ofensiva deixou 122 mortos, sendo cinco policiais; relatório das imagens de câmeras corporais dos policiais indica excessos durante a ação
Um ano após a megaoperação que deixou 122 mortos nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio – a mais letal já ocorrida no Brasil -, pelo menos 33 alvos de mandados de prisão continuam foragidos. Entre eles estão chefes do Comando Vermelho como Doca, Gardenal e Pedro Bala, que, segundo o portal de notícias g1, continuam vivendo na região.
Realizada em 28 de outubro de 2025, a Operação Contenção mobilizou cerca de 2,5 mil policiais civis e militares para cumprir mandados contra integrantes da facção. Dos 51 alvos com ordens de prisão, 17 foram presos no dia da ação. Outro morreu antes da operação. Cinco dos mortos eram policiais.
Durante a operação, foram apreendidas 122 armas de fogo: 96 fuzis de diversos calibres, 25 pistolas e 1 revólver, além de carregadores, munição e 12 artefatos explosivos. O prejuízo para o Comando Vermelho com os armamentos foi estimado em R$ 12 milhões.
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Nesta quarta (28), a 3ª Defensoria Pública do Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro divulgou um relatório com resultados da análise das câmeras de segurança usadas por policiais na megaoperação de um ano atrás. O documento indica excessos durante a ação. Entre as denúncias, estão tortura, ameaças de morte e agressões. A análise de imagens, segundo o relatório, flagrou ainda sufocamento com pano ensanguentado, choques elétricos em civis, ameaças de execução, destruição de provas por policiais, além de intimidação de moradores.






