Menininha Doces fecha as portas depois 40 anos no Baixo Gávea

'Eu já pensava em parar, a pandemia me deu essa certeza', diz Ilda Menezes, dona do negócio, que já estava em sua terceira geração de clientes

Por Cleo Guimarães 17 set 2020, 15h39
menininha doces vale
Menininha Doces: cidade perde mais uma casa tradicional  (Reprodução/Facebook)
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Acabou-se o que era doce. Tortas, brigadeiros, casadinhos e cajuzinhos fabricados diariamente por Ilda Menezes e vendidos há 40 anos no balcão da doceria Menininha estão saindo de cena junto com a proprietária do negócio. “Cansei”, diz Ilda, que nesta quinta (17) empacotava suas panelas para desocupar de vez o imóvel.

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Instalada há 40 anos numa lojinha no meio do buxixo do Baixo Gávea, a Menininha deixa de existir no momento em que a cidade começa a retomar suas atividades, ainda sob o baque da pandemia do coronavírus – mas nem a perspectiva de tudo voltar ao normal animou dona Ilda. “Eu já estava exausta, querendo fechar. Aí veio essa doença e eu tive a certeza de que estava na hora de acabar”, diz.

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O cansaço de Dona Ilda é no sentido literal: a doceria funcionava “até o último cliente” em seus áureos tempos, e não foram raras as noites em que clientes encostavam o cotovelo no balcão às duas da manhã em busca de uma fatia de torta de limão e do doce de gemas português, entre outras especialidades, feitas uma a uma por ela. “Eu fazia tudo e estava sempre na loja”, conta a proprietária.

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Dona Ilda fechou as portas no início da semana e nesta quinta (17) arrumava sua mudança para entregar o ponto aos novos donos, que abrirão uma lanchonete no lugar da Menininha. Batedeiras, talheres e panelas serão levados para a cidade de Baependi, em Minhas Gerais, onde a cozinheira voltará a morar. Parar de fazer doces? Jamais. “Vou vender pela internet e posso enviar brigadeiros por Sedex, se as pessoas quiserem”, anuncia.

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