Não se reprima: série investiga fenômeno da Menudomania nos anos 1980
Série estreia nesta sexta (24) no Canal Brasil e mostra momentos vividos no Rio, em 1985, quando duas pessoas morreram pisoteadas em São Januário
Foi com pranchas e roupas em tons neon que o grupo porto-riquenho Menudo estampou a capa de seu primeiro LP em português, há mais de quatro décadas. “Sem dúvida uma referência à cultura carioca. O Rio é o Brasil”, afirma Rafael Terpins, diretor da série documental Não Se Reprima – título do carro-chefe do disco e maior sucesso nacional dos meninos de 12 a 16 anos já cheios de hits em inglês e espanhol -, que estreia na sexta (24), no Canal Brasil.
Não por acaso. “Eles estouraram no fim do regime militar e foram a primeira banda no auge a vir para cá. O impacto cultural foi absurdo”, lembra ele, que tinha 10 anos em 1985, quando Ray (1970-2021), Roy, Charlie, Robby e Ricky Martin desembarcaram para apresentações em doze capitais.
+ Para receber VEJA RIO em casa, clique aqui
Em quatro episódios, o seriado investiga como a menudomania ajudou a moldar o comportamento, o mercado e o imaginário de uma geração de brasileiros sedenta por liberdade, consumo e ídolos. Para isso conta com depoimentos não só de ex-integrantes, como Ricky Meléndez, mas também de menudetes como Preta Gil (1974/2025) e hatters como João Gordo, vocalista da Ratos no Porão, que chegou a gravar uma versão punk de Doces Beijos. “A irmã ouvia tanto que ele decorou”, diverte-se Terpins. Infelizmente, a passagem por aqui ficou marcada pela morte de duas pessoas pisoteadas no estádio de São Januário, devido à superlotação. “O despreparo virou tragédia”, analisa o diretor. Um cenário bem distinto dos megashows que o Rio recebe hoje.







