Não se reprima: série investiga fenômeno da Menudomania nos anos 1980

Série estreia nesta sexta (24) no Canal Brasil e mostra momentos vividos no Rio, em 1985, quando duas pessoas morreram pisoteadas em São Januário

Por Paula Autran 24 jul 2026, 06h03 | Atualizado em 24 jul 2026, 16h23
Capa e contracapa do álbum Menudo Mania, com cinco jovens sorridentes em roupas coloridas de verão, posando com pranchas de surf e velas de windsurf. Na capa, o título MENUDO em rosa vibrante. Na contracapa, a lista de músicas
Cultura carioca: pranchas e roupas em tons neon estampam a capa de primeiro LP em português do grupo, há cinco décadas (./Divulgação)
Continua após publicidade
Não se reprima: série investiga fenômeno da Menudomania nos anos 1980 Priorizar nos meus resultados Google

Foi com pranchas e roupas em tons neon que o grupo porto-riquenho Menudo estampou a capa de seu primeiro LP em português, há mais de quatro décadas. “Sem dúvida uma referência à cultura carioca. O Rio é o Brasil”, afirma Rafael Terpins, diretor da série documental Não Se Reprima – título do carro-chefe do disco e maior sucesso nacional dos meninos de 12 a 16 anos já cheios de hits em inglês e espanhol -, que estreia na sexta (24), no Canal Brasil.

Não por acaso. “Eles estouraram no fim do regime militar e foram a primeira banda no auge a vir para cá. O impacto cultural foi absurdo”, lembra ele, que tinha 10 anos em 1985, quando Ray (1970-2021), Roy, Charlie, Robby e Ricky Martin desembarcaram para apresentações em doze capitais.

+ Para receber VEJA RIO em casa, clique aqui

Continua após a publicidade

Em quatro episódios, o seriado investiga como a menudomania ajudou a moldar o comportamento, o mercado e o imaginário de uma geração de brasileiros sedenta por liberdade, consumo e ídolos. Para isso conta com depoimentos não só de ex-integrantes, como Ricky Meléndez, mas também de menudetes como Preta Gil (1974/2025) e hatters como João Gordo, vocalista da Ratos no Porão, que chegou a gravar uma versão punk de Doces Beijos. “A irmã ouvia tanto que ele decorou”, diverte-se Terpins. Infelizmente, a passagem por aqui ficou marcada pela morte de duas pessoas pisoteadas no estádio de São Januário, devido à superlotação. “O despreparo virou tragédia”, analisa o diretor. Um cenário bem distinto dos megashows que o Rio recebe hoje. 

Continua após a publicidade
Publicidade

Essa é uma matéria fechada para assinantes.
Se você já é assinante clique aqui para ter acesso a esse e outros conteúdos de jornalismo de qualidade.

Banner promocional com fundo verde-escuro. À esquerda, texto em verde-limão e branco: O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. À direita, uma mão segura um smartphone exibindo um portal de notícias com anúncios e produtos. Ao lado do celular, um ícone de árvore verde-limãoMão segurando um smartphone com tela branca exibindo notícias e produtos. À esquerda, texto verde e branco: O MÊS É DO CLIENTE. A vantagem de ler as maiores marcas do país é sua. No canto superior direito, um ícone de árvore verde
Revista em Casa + Digital Completo
Impressa + Digital
Revista em Casa + Digital Completo

Informação de qualidade e confiável, a apenas um clique.
Assinando Veja você recebe semanalmente Veja Rio* e tem acesso ilimitado ao site e às edições digitais nos aplicativos de Veja, Veja SP, Veja Rio, Veja Saúde, Claudia, Superinteressante, Quatro Rodas, Você SA e Você RH.
*Assinantes da cidade do RJ

A partir de R$ 32,90/mês