Ministério Público do Trabalho processa deputada estadual Índia Armelau

A medida foi tomada depois que ela publicou numa rede social que empresários deveriam demitir funcionários que votaram no presidente Lula

Por Redação VEJA RIO Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO 28 out 2026, 10h44 | Atualizado em 28 out 2026, 10h45
Mulher de cabelos longos e escuros, vestindo camisa branca, fala em um microfone em um auditório, com a mão direita gesticulando. Ao fundo, pessoas sentadas em cadeiras escuras, algumas desfocadas.
Índia Armelau: deputada estadual foi a mais votada no estado (Júlia Passos/Alerj/Divulgação)
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O Ministério Público do Trabalho do Rio de Janeiro (MPT-RJ) entrou com uma ação civil pública contra a deputada estadual reeleita Índia Armelau (PL) por sugerir que empresários demitissem funcionários que votaram no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A informação foi confirmada pela CNN Brasil.

A medida foi tomada pelo órgão depois que a deputada publicou a seguinte mensagem nas redes sociais: “Empresário, olha a rede social do teu funcionário aí e confere se ele fez ‘L’. Acho que não faz sentido nenhum manter na tua empresa quem odeia empresários”.

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Para o MPT, a fala “estimula o assédio eleitoral e a discriminação por convicção política”.

O órgão pede à Justiça do Trabalho que a deputada deixe de incentivar empregadores a discriminar, demitir ou perseguir pessoas.

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A ação também solicita que Índia publique, em até 24 horas após a decisão, um comunicado informando que “empregados podem escolher livremente seus candidatos”.

O MPT pede multa de 100 000 reais caso a determinação não seja cumprida, além do pagamento de 500 000 reais por dano moral coletivo.

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Nas redes sociais, a deputada disse que não estava falando em “demissão em massa” e que estaria apoiando a campanha “Não Contrate Quem Odeia Empresários”.

Segundo ela, patrões conservadores devem recrutar empregados do mesmo espectro político.

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